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domingo, 12 de novembro de 2017

A Queda do Muro de Berlim

No momento em que se fala do aparecimento de novos muros na Europa - mesmo que não sejam em tijolo e betão - é importante não deixar passar o dia 9 de novembro sem recordar o derrube do Muro de Berlim. 

Trata-se de um evento que permitiu a libertação de vários países do jugo ditatorial da ex-URSS e que alargou o espaço democrático da União Europeia. 

A UE com todas as suas virtudes e defeitos é, provavelmente, o espaço territorial do mundo em que existe o maior respeito por princípios essenciais da democracia: eleições livres, liberdade de imprensa, separação de poderes, liberdade de associação e livre circulação. 

A luta por estes ideais passa por dar a conhecer às atuais gerações o resultado da implementação de práticas e ideologias que, proclamadas livremente na oposição, parecem tentadoras mas quando no poder se revelam como ditaduras implacáveis (quer tenham como base ideologias designadas por "esquerda" ou "direita").


sábado, 25 de março de 2017

União Europeia_60 ANOS


In these times of change, and aware of the concerns of our citizens, we commit to the Rome Agenda, and pledge to work towards:
  1. A safe and secure Europe: a Union where all citizens feel safe and can move freely, where our external borders are secured, with an efficient, responsible and sustainable migration policy, respecting international norms; a Europe determined to fight terrorism and organised crime.
  2. A prosperous and sustainable Europe: a Union which creates growth and jobs; a Union where a strong, connected and developing Single Market, embracing technological transformation, and a stable and further strengthened single currency open avenues for growth, cohesion, competitiveness, innovation and exchange, especially for small and medium-sized enterprises; a Union promoting sustained and sustainable growth, through investment, structural reforms and working towards completing the Economic and Monetary Union; a Union where economies converge; a Union where energy is secure and affordable and the environment clean and safe.
  3. A social Europe: a Union which, based on sustainable growth, promotes economic and social progress as well as cohesion and convergence, while upholding the integrity of the internal market; a Union taking into account the diversity of national systems and the key role of social partners; a Union which promotes equality between women and men as well as rights and equal opportunities for all; a Union which fights unemployment, discrimination, social exclusion and poverty; a Union where young people receive the best education and training and can study and find jobs across the continent; a Union which preserves our cultural heritage and promotes cultural diversity.
  4. A stronger Europe on the global scene: a Union further developing existing partnerships, building new ones and promoting stability and prosperity in its immediate neighbourhood to the east and south, but also in the Middle East and across Africa and globally; a Union ready to take more responsibilities and to assist in creating a more competitive and integrated defence industry; a Union committed to strengthening its common security and defence, also in cooperation and complementarity with the North Atlantic Treaty Organisation, taking into account national circumstances and legal commitments; a Union engaged in the United Nations and standing for a rules-based multilateral system, proud of its values and protective of its people, promoting free and fair trade and a positive global climate policy.
European Commission - Statement

Rome Declaration of the Leaders of 27 Member States and of the European Council, the European Parliament and the European Commission

Brussels, 25 March 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Queriam o nacionalismo?


"Não se combate o nacionalismo com semi-nacionalismo, ou com nacionalismo mitigado, ou sendo compreensivo para com as razões de queixa dos nacionalistas. Nos anos 20, as queixas de nacionalistas alemães e italianos eram de não ter espaço para viver sem colonizar os países vizinhos, ou da falta que lhes fazia um império, ou que os judeus (a que os estalinistas chamariam “cosmopolitas desenraízados”) eram um empecilho para o florescimento nacional. As razões de queixa dos nacionalistas de hoje, a começar por trumpistas e defensores do "Brexit", é que os imigrantes são um empecilho e os muçulmanos um horror, que os outros países não fazem as coisas como nós gostaríamos, que a UE é abominável e que não querem ter de obedecer a regras comuns para participar no mercado único ou no sistema internacional. A forma correta de responder não é dizer "sabem, eles até têm uma certa razão". A forma correta de responder é dizer-lhes: as vossas exigências são ilegítimas, inatendíveis e injustas, historicamente incultas e ignorantes, e não vos cederemos um milímetro de espaço ideológico. Continuaremos a afirmar o patriotismo dos direitos humanos, que não seria sequer pensável sem cosmopolitismo, e lutaremos para melhorar (e não enterrar) a UE, que apesar de tudo é a organização internacional onde a cidadania para lá do estado-nação se encontra mais desenvolvida.
Porque é aqui que bate o ponto. Que a alguém passe pela cabeça que, neste momento da história, o seu principal adversário é a União Europeia e o euro, enferma de uma irresponsabilidade apenas comparável à daqueles que nos anos 30 achavam que o problema estava mesmo na democracia burguesa e na Sociedade das Nações. A União Europeia — com a sua indispensável democratização e o seu reforço — é ainda o melhor exemplo de que se pode construir um espaço de cidadania contra os egoísmos destrutivos do nacionalismo. Quem aplicar a maior parte das suas forças a enfraquecer a UE terá décadas para se arrepender mais tarde. Melhor seria que se arrependesse já e arrepiasse caminho a tempo.

domingo, 20 de novembro de 2016

Onde se constata que Frente Nacional, Podemos e PCP não são assim tão diferentes


"O programa político da FN está dividido em cinco áreas: “Autoridade do Estado”, “Futuro da Nação”, “Política Estrangeira”, “Recuperação Económica e Social” e “Refundação Republicana”.
Na primeira delas, onde se discute a Defesa, o Estado, a Imigração ou a Justiça, aí, mais do que em qualquer das outras quatro áreas, distinguem-se os ideais de extrema-direita (sobretudo anti-imigração) que a FN defende. Mas em áreas como o “Futuro da Nação” ou a “Política Estrangeira”, os extremos tocam-se e o partido de Le Pen defende, como a extrema-esquerda o defende também, uma saída francesa da moeda única, um maior controlo do Estado (a FN fala de um “Estado forte”) sobre a economia ou uma saída da França da NATO — numa primeira fase seria só a saída do comando integrado, como aconteceu em 1966 com o general De Gaulle."
in http://observador.pt/especiais/frente-nacional-au-revoir-ao-euro-nato-schengen-bienvenu/

domingo, 13 de novembro de 2016

Defender a UE contra soluções populistas da direita e da esquerda radicais


"A ideia de que o Estado-Nação encontrará as soluções que escapam à União Europeia é falsa. As enormes dificuldades enfrentadas pela União Europeia - desde as alterações climáticas ao declínio económico relativo enfrentado pela Europa - não desaparecerão com ela, em caso de dissolução ou secessão. O nacionalismo, sabe-o bem, ainda, a Europa, é uma força destruidora  - comprovamo-lo (mais uma vez) há não muito tempo, durante a agonia da Jugoslávia. Do regresso de fronteiras físicas e económicas e de qualquer tipo de proteccionismos entre Estados europeus resultará um nivelamento por baixo da produção intelectual e científica, o estagnar da vida económica de todos os ex-Estados membros e o fim de qualquer veleidade de ascensão social."

Filipe Ribeiro de Meneses in Revista Expresso 5 de novembro 2016

domingo, 23 de outubro de 2016

Hungria...outubro de 1956


O novo governo declarou a intenção de se retirar do Pacto de Varsóvia e prometeu eleições livres e tudo parecia ter voltado à normalidade quando, no dia 4 de novembro, os tanques russos entraram em Budapeste e foi desencadeada uma repressão brutal. Ferenc Vogyerák aponta para o lugar onde viu serem fuzilados civis: “Os soviéticos viram as pessoas na fila diante da padaria e sem motivo nenhum começaram a disparar. Morreram muitas pessoas, os corpos ficaram espalhados aqui.” A repressão soviética ao movimento de revolta conduziu à morte de 20 mil húngaros, e obrigou mais de 200 mil pessoas a fugir e pedir asilo noutros países.
http://pt.euronews.com/2016/10/23/hungria-1956-uma-revolucao-esmagada-pelos-tanques-sovieticos


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aleppo...mostra a hipocrisia da generalidade dos movimentos "pacifistas" europeus


A Rússia vetou uma resolução das Nações Unidas para que se parassem os ataques aéreos a Aleppo, isto poucos dias depois de ter violado o acordo de paz que durou...horas.

De acordo com últimas informações das Nações Unidas, o conflito na Síria causou mais de 300.000 mortos desde 2011 e provocou a pior tragédia humanitária, com vários milhões de deslocados, desde a Segunda Guerra Mundial.

Afirma e pergunta Nuno Rogeiro:

"Porque é que a força aérea russa se encarniça sobre Aleppo, onde não há Daesh, e não faz o mesmo em Deir Ez-Zor ou Raqqa, Al Tabqah ou Madan, Slaba ou Groh, onde há?

Será preciso explicar?"
 


Mais surpreendente é o facto de na Europa as vozes dos "intelectuais, ativistas, pacifistas" estarem completamente mudas. Não há manifestações em frente às embaixadas da Rússia nem, pelo menos, petições públicas a pedir (estes movimentos não pedem...exigem), a exigir o fim dos ataques aéreos. 

Em Portugal, o risível Conselho Nacional para a Paz e Cooperação, organismo criado pelo PCP e atualmente dirigido por Ilda Figueiredo, é uma amostra clara dos movimentos europeus anti NATO e saudosistas do regime soviético. Bombas mortíferas só as da NATO...na página do cccp (perdão cnpc) ficamos a saber que, proximamente, teremos a Semana cultural da Venezuela em Portugal. 
De Aleppo...nada. Ficamos a saber que, para estes movimentos "pacifistas", a solidariedade para com o sofrimento da guerra só existe se intervier a NATO...o resto não é sofrimento a destruição em Allepo, os mortos e feridos são apenas efeitos colaterais!

domingo, 21 de agosto de 2016

Primavera de Praga (II)


A Primavera de Praga e a invasão da Checoslováquia por tropas do Pacto de Varsóvia em 21 de agosto de 1969 é um episódio muito presente, ainda hoje, na República Checa conforme pude constatar, há poucos dias, numa exposição temporária na cidade de Praga.

Da mesma forma que recordamos os 48 anos de ditadura fascista, os checos recordam com pesar a ditadura comunista que oprimiu o povo durante 41 anos (1948 a 1989).




sábado, 14 de novembro de 2015

Together we stand...divided we fall


O segredo do futuro da União Europeia será a capacidade de manter a firmeza na luta contra o terrorismo sem perder os valores democráticos, humanistas e sociais que sempre caracterizaram o espaço da União Europeia.

Como cidadãos europeus devemos ter a noção de que estamos em guerra. Uma guerra diferente das guerras do passado. Não é tempo para divisionismos nem para perdermos os nossos valores que são a matriz da União Europeia e que nos distinguem de outros países com matrizes ideológicas e religiosas totalitárias. Se mudarmos os nossos valores, corremos o risco de nos tornarmos parecidos com aqueles que nos combatem!




domingo, 11 de outubro de 2015

Parece que se fala pouco do Prémio Nobel da Literatura 2015...


"A prémio Nobel da Literatura 2015, Svetlana Alexievitch, definiu neste sábado o regime da Bielorrússia como uma “ditadura suave” na véspera das eleições presidenciais no seu país, dirigido há 21 anos pelo Presidente Alexander Lukashenko.
A escritora bielorrussa exprimiu-se em Berlim na véspera e um escrutínio no qual a oposição foi afastada e que deverá reconduzir Lukashenko para um quinto mandato consecutivo, e alertou os europeus contra um levantamento das sanções dirigidas a Minsk.
Após o anúncio da atribuição do Nobel da Literatura, o Presidente bielorrusso felicitou a escritora, mesmo que alguns dos seus livros estejam proibidos no país e que as autoridades impeçam com frequência as aparições em público de Svetlana Alexievitch em Minsk, onde vive uma parte do ano."
in http://observador.pt/2015/10/10/nobel-da-literatura-previne-europeus-contra-ditadura-suave-na-bielorrussia/

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Certo...



Breve análise aos resultados eleitorais


70% dos portugueses votantes apoiam:

. Partidos de índole democrática que defendem sistemas políticos pluralistas
. Portugal como membro da NATO
. Manutenção de Portugal na União Europeia
. Manutenção do euro como moeda
. Cumprimento do Tratado Orçamental e, no geral, das regras de convivência na União Europeia
. Sistema económico baseado na economia privada

Por tudo isto, não consigo perceber como poderia ser possível a formação de um governo composto por partidos como o PS (que defende estes princípios basilares) e partidos como o BE e CDU que, no geral, são contra estes princípios.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Grécia


Ainda bem que vivemos na União Europeia...a votação do povo grego é respeitada. Recordemos 1968:

"A Primavera de Praga foi um período de liberalização política na Tchecoslováquia durante a época de sua dominação pela União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Esse período começou em 5 de Janeiro de 1968, quando o reformista eslovaco Alexander Dubček chegou ao poder, e durou até o dia 21 de Agosto quando a União Soviética e os membros do Pacto de Varsóvia invadiram o país para interromper as reformas."

Esperemos que o povo grego em próximas eleições tenha condições democráticas semelhantes para poder escolher livremente os seus deputados e governo. 

Como a Grécia faz parte da UE, numa lógica democrática não poderá fazer sobrepôr as suas ideias às restantes 27 democracias da união. Qualquer democracia europeia possui a mesma validade do que a grega, incluindo a de Portugal, Alemanha, Espanha, Finlândia e todas as outras. 


sábado, 20 de setembro de 2014

Escócia, Catalunha...






"Uma vitória do exército do silêncio como lhe chamou o Financial Times ou dos escoceses recatados que fizeram ouvir a sua voz..."
"Foi uma enorme lição de civismo e, em especial para a comunicação social, a recordação de que nem tudo o que parece e mais barulho faz, vence"
"O que estava em causa não era nem a identidade escocesa, nem a justiça, nem a democracia, nem a liberdade. Era a demagogia que se tem espalhado pela Europa e que leva comunidades com mais recursos a querer desligar-se de regiões mais pobres"
Henrique Monteiro - Expresso de 20 setembro 2014


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Europa está à beira do precipício

Não sou eu quem o diz, mas sim Jacques Delors (antigo presidente da Comissão Europeia). Aparentemente, continuamos no "so far so good" mas agora já bem abaixo do 7º andar!
A confusão está instalada porque a Europa fala a múltiplas vozes. A melhor analogia que já ouvi / li é a que compara a União Europeia  a um comboio em movimento com muitas correntes de opinião a gritarem para o maquinista instruções divergentes: "vira à direita, vira à esquerda, trava, acelera, etc." Pior do que isto, é que eu acho que nem sequer há maquinista!
E o caso específico de Portugal?
Hoje, em entrevista à agência Bloomberg, a partir de Estocolmo, Paul Krugman disse que Grécia, Portugal e Irlanda pertencem ao grupo dos países que, em termos fundamentais, "provavelmente estão insolventes"
O desempenho das PMEs exportadoras tem sido excelente mas o que se avizinha poderá condicionar fortemente a manutenção deste desempenho das exportações:
No mesmo depoimento, o Nobel não descarta uma nova recessão na economia global, lembrando que "mesmo os players alegadamente fortes estão a abrandar", citando os casos francês, alemão, norte-americano e chinês.


Enfim, apetece-me dizer como Woody Allen (esta frase aplica-se a quase todos os momentos da história da humanidade):
"Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher"

terça-feira, 16 de agosto de 2011

50 anos de Muro de Berlim


Passaram-se 50 anos desde o início da construção do Muro de Berlim (início de construção em 13 de Agosto de 1961).

Ao longo dos seus quase 30 anos de existência, perderam a vida 136 pessoas ao tentar passar de Leste para Ocidente.

Sou europeísta convicto porque acredito que todos podemos ganhar se os problemas actuais e futuros forem resolvidos colectivamente. Hoje em dia, enfrentamos problemas (e não estou só a falar de problemas económicos) para os quais não existem soluções locais, apenas soluções colectivas, globais.
                
A União Europeia (UE) tem sido essencial para manter a paz na Europa e tem a dimensão necessária para que seja considerada, em termos geoestratégicos, na disputa de poder global (económico e não só) entre os grandes blocos (China, Rússia, Índia, Japão e EUA) constituídos após o desmembramento da URSS. Para além disso, não podemos esquecer que estamos geograficamente na Europa e que somos parte dos valores que suportam a “cultura” europeia.

Resumindo, sou europeísta por uma questão de princípios.

Os líderes europeus continuam a navegar à vista (como diz Mário Soares) “entalados” pelas sondagens nos seus países (Alemanha e França, principalmente) por opiniões públicas voláteis e que olham a para a construção da UE ao sabor dos seus interesses pessoais, corporativos (frequentemente egoístas) do momento.

Assim, a extrema direita cresce, em vários países europeus, suportada na defesa de ideias políticas isolacionistas e proteccionistas completamente contrárias ao espirito de construção da Europa. Enfim, defende-se a construção de novos “muros” entre os países europeus e destes com o resto do mundo.

Acho que ainda não percebemos bem o caminho que podemos percorrer caso não exista, rapidamente, um aprofundamento da construção política e económica da União Europeia. Não por causa da crise, mas sim porque é o desenvolvimento natural da ideia da Europa que nasceu em  Roma em 1957.

Por favor...mais muros não!