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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

António Costa em estratégia...so far so good?

"Para memória futura e para quem isso possa vir a interessar, podemos situar na madrugada da última sexta-feira para sábado o momento em que António Costa desistiu de governar, desistiu de seguir o programa político que propôs aos portugueses e aceitou passar de primeiro-ministro a simples equilibrista político”.

“Nessa madrugada, ao desautorizar pessoalmente os ministros das Finanças e da Educação, obrigando-os a ceder mais uma vez à FENPROF, António Costa abdicou de qualquer ideia de futuro sustentável que possa ter para o país, substituindo-a por uma simples estratégia de sobrevivência no poder, pronto a ceder, passo a passo, ponto por ponto, milhão por milhão, tudo o que os seus insaciáveis aliados de Governo vão exigir, além de tudo o que já obtiveram.”

António Costa deixou-se armadilhar pelo absurdo paradoxo de, em lugar de tirar partido da posição de força em que saiu das eleições, acabar antes a servir de boia de salvação aos seus parceiros, deixando-os continuar a vender um saco de promessas e de ilusões sem fim e a fantasiosa versão de que todas as melhorias económicas se devem a eles e às suas imposições”.

E mais: “Quando se rendeu à FENPROF, António Costa mostrou não ter aprendido nada com o que já ficou para trás: na política, como na vida, quando se cede uma vez a uma chantagem, vai ceder-se para sempre.”


Miguel Sousa Tavares em http://expresso.sapo.pt/politica/2017-11-25-Miguel-Sousa-Tavares-Antonio-Costa-desistiu-de-governar.-Rendeu-se-a-FENPROF

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O Caso do Jornal Assaltado...o regresso da censura um ano após o 25 de abril de 1974



Uma Redação sequestrada e obscuras estratégias de controlo da informação. 
Na turbulência revolucionária de 1975, o "caso República" figurou pela primeira vez a visão terrível da liberdade a devorar-se a si mesma. Um grupo de 25 jornalistas, apoiados por milhões de concidadãos democratas, negou-se a pactuar com essa insânia autofágica e bateu-se contra o novo estado emergente de repressão censória. Enfrentaram por três vezes as metralhadoras G-3 que entretanto haviam sido extirpadas de várias instalações militares, sobretudo do Depósito Geral de Material de Guerra, em Beirolas, e do Campo de Instrução de Santa Margarida. Todavia, nas palavras de Raul Rego, deposto da direção do diário República na manhã de 19 de maio de 1975, os jornalistas dispunham da mais poderosa das armas: a palavra.

O Caso do Jornal Assaltado
Autor: Pedro Foyos

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Afinal Jerónimo de Sousa conhece um sistema eleitoral inovador...por telepatia?


"Foi o povo cubano que escolheu aquele caminho. Trata-se de insolência e ingerência considerar que o povo cubano não deveria ter feito assim. O povo cubano sabe o que fez."

Jerónimo de Sousa à saída da Embaixada de Cuba em 27 de novembro de 2016

"Ironia das ironias, no mundo livre foram muitos os que o homenagearam e choraram a morte de um inimigo da liberdade. Inquieta este confronto com a fragilidade dos valores democráticos, tão facilmente encostados quando os elogios a um tirano se impõem. Está claro que o tempo apaga tudo, incluindo a memória. E que essa é a lição que os comunistas nunca esqueceram: reescrever a história compensa, porque uma mentira contada muitas vezes ascende a verdade. Que aprendamos todos a lição, também, e levemos a sério o alerta que a morte do ditador cubano reforçou. Hoje foi Fidel Castro. Amanhã serão os nossos filhos a duvidar da repressão que justificou o Muro de Berlim. Porque ninguém lava a história como os comunistas. E ninguém como os comunistas conta com a história para os absolver dos seus crimes."

Alexandre Homem Cristo in http://observador.pt/opiniao/ninguem-lava-a-historia-como-os-comunistas/

domingo, 20 de novembro de 2016

Onde se constata que Frente Nacional, Podemos e PCP não são assim tão diferentes


"O programa político da FN está dividido em cinco áreas: “Autoridade do Estado”, “Futuro da Nação”, “Política Estrangeira”, “Recuperação Económica e Social” e “Refundação Republicana”.
Na primeira delas, onde se discute a Defesa, o Estado, a Imigração ou a Justiça, aí, mais do que em qualquer das outras quatro áreas, distinguem-se os ideais de extrema-direita (sobretudo anti-imigração) que a FN defende. Mas em áreas como o “Futuro da Nação” ou a “Política Estrangeira”, os extremos tocam-se e o partido de Le Pen defende, como a extrema-esquerda o defende também, uma saída francesa da moeda única, um maior controlo do Estado (a FN fala de um “Estado forte”) sobre a economia ou uma saída da França da NATO — numa primeira fase seria só a saída do comando integrado, como aconteceu em 1966 com o general De Gaulle."
in http://observador.pt/especiais/frente-nacional-au-revoir-ao-euro-nato-schengen-bienvenu/

domingo, 8 de novembro de 2015

Anticomunista obrigada...perdão, obrigado!


"Cheguei à conclusão, depois de muito matutar, de que sou anticomunista. Acredito na economia de mercado, no capitalismo regulado e na iniciativa privada. Não acredito na coletivização da propriedade e da economia, na eliminação da competição nem na taxação intensiva do capital. O atual Partido Comunista não partilha estas minhas convicções. É coletivista, e foi sempre, ao contrário do que nos querem convencer, pragmático.
....
A destruição do centro, à esquerda, e a insensatez de quem nos tem governado, à direita, tornaram o combate ideológico um combate tribal, como o futebol. Um combate onde não vingam a inteligência e a ilustração. Muito menos a memória. Não é preciso invocar a Europa e a sua putativa falência, ou o diktat de Bruxelas, para concluir que o PS abriu a boceta de Pandora. Convencidos de que os comunistas mudaram, os socialistas serão, como recusaram historicamente ser, chantageados por um partido que joga aqui a sua derradeira cartada da História. O comunismo acabou em toda a parte, mas não aqui, não aqui. E não acabou aqui porque a desigualdade e a pobreza que a direita exalta em Portugal como regra de vida comum, como modo operativo de um capitalismo egoísta, autodidata e desmembrado, são a bandeira do PCP. São o seu eleitorado. Juntem-lhe os funcionários públicos num país envelhecido onde todos dependem do Estado, da banca aos artistas, e temos a explicação do anacronismo chamado Partido Comunista Português. Tal como o capital, o trabalho sabe defender-se.
O Partido Socialista meteu-se nesta querela sem ter trunfos na manga. Perdeu as eleições, e isso faz toda a diferença na potestade. O PS não tem sobre o PCP e o BE um direito potestativo. São eles que o têm, e exigirão a submissão. Não sei como sairá disto. Sei que das duas uma. Ou António Costa é um génio político e submete os parceiros à sua imponderável vontade ou caminhamos para a mais grave crise de regime depois do 25 de Abril. E, talvez, para o fim do regime saído do 25 de Abril.
Quanto a mim, sou o que sempre fui. Português e anticomunista, obrigado. Nisso, não mudei."

Clara Ferreira Alves in http://expresso.sapo.pt/politica/2015-11-07-Anticomunista-obrigada

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Montanha soviética...perdão, russa


(Jerónimo de Sousa) "Afirmou o objectivo de nos batermos por uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que não é fácil, considerando que o programa do PS não responde à aspiração da ruptura com a política de direita. É essa insistência sobre um governo e uma política para quê e para quem, de modo a responder aos interesse dos trabalhadores e do povo, em conformidade com a questão repetidamente afirmada durante a campanha eleitoral, que está colocada.
Entretanto, não sendo possível a convergência para uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que de facto não é fácil, o quadro constitucional e a correlação de forças na Assembleia da República em nada impedem o PS de formar governo. Mesmo nestas circunstâncias não se pode concluir que a solução seja um governo PSD/CDS.
O PS só não formará governo se não quiser...

Sejam, porém, quais forem as circunstâncias e a evolução da situação, os portugueses podem ter como garantido que os votos do PCP contribuirão sempre para todas as medidas que forem úteis para os trabalhadores, o povo e o País e opor-se-ão a tudo o que signifique mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional, como deixou claro o camarada Jerónimo de Sousa no Comício da passada sexta-feira em Lisboa em expressivo ambiente de luta, entusiasmo e confiança"

Editorial do jornal Avante de 15.10.2015

Nota: a transcrição de uma parte do editorial deste jornal mostra a pluralidade deste blogue que tanto transcreve jornais da extrema esquerda (Avante, Público) como qualquer outro jornal do espectro político nacional.

domingo, 19 de abril de 2015

Jerónimo de Sousa prefere a Coreia do Norte?


O secretário-geral do PCP acusou hoje o primeiro-ministro de querer transformar Portugal numa "Singapura da Europa", com baixos salários e benefícios fiscais aos grandes grupos empresariais, durante um jantar-comício em Lisboa

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/jeronimo-acusa-passos-querer-uma-singapura-da-europa 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Grécia vai ser a Venezuela da Europa?


Na Grécia e em Espanha estamos a assistir ao renascimento de correntes marxistas, sem a designação do século XX, de "partido comunista". Os partidos comunistas europeus desapareceram quase por completo após a queda do muro de Berlim. Os partidos que subsistiram inicialmente (por exemplo, em Itália) afastaram-se claramente das políticas soviéticas (já o tinham feito anteriormente e acentuaram essa tendência, posteriormente).

Em Portugal, manteve-se o único partido comunista europeu que continuou (e continua) a defender a política da ex-URSS e as práticas ditatoriais de Estaline. O PCP foi pioneiro na transformação do seu nome e símbolo quando participa em eleições. "Criou" um partido dito ecologista "Os Verdes" (uma espécie de "melancias" - como referiu Sócrates num debate parlamentar) e a partir daí uma coligação com designação CDU. Não foi suficientemente convincente.

Na Europa, nomeadamente na Grécia e Espanha as correntes marxistas foram mais longe na utilização de princípios de marketing. É um espécie de marketing do séc. XXI. Elimina-se a designação "comunista" e criam-se partidos baseados em designações que se vendem por si próprias sustentadas numa liderança forte e com slogans apelativos.

Não se conhecem linhas programáticas...trata-se de navegar no "contra" e utilizar, sempre, a linguagem do pragmatismo para captar votos. Tal como o PCP são contra a UE, o euro e a Nato. Defendem o capitalismo de Estado,

Veremos o evoluir da situação na Grécia...mas parece-me que tudo estava já decidido no início...só é necessário justificar ao eleitorado grego a saída do euro...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

De como existem sempre argumentos para transformar um regime comunista numa ditadura do "povo"


A Venezuela ativou hoje o primeiro Comando Popular Militar contra a Guerra Económica, destinado a verificar como funciona a distribuição de alimentos nos estabelecimentos comerciais e combater as filas às portas dos supermercados.
Uma cerimónia para marcar a entrada em ação do comando popular foi oficiada pelo presidente do parlamento venezuelano, Diosdado Cabello, na localidade de Anzoátegui, 320 quilómetros a leste de Caracas.
"Estes grupos (comandos cívico-militares) serão distribuídos pelas zonas comerciais onde a população vai à procura de produtos, com o propósito de agilizar, minimizar e erradicar as filas, combater a revenda e a guerra económica", disse Diosdado Cabello.
Segundo o presidente do parlamento, os comandos serão constituídos por militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, milicianos, oficiais da Guarda Nacional Bolivariana (Polícia Militar) e do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (serviços secretos).
"Esse é o contexto em que estamos. Uma guerra económica que tem dois grupos, um que é o povo, na rua, organizado, junto do seu Governo e das Forças Armadas Bolivarianas, maioritário, e outro, um pequeno setor, muito poderoso, que tem muito dinheiro e que conjuntamente com opositores brincam à desestabilização com o propósito de depor o companheiro Nicolás Maduro (o Presidente da Venezuela)", disse.
A Venezuela enfrenta uma crescente escassez de bens como leite, óleo alimentar, café, açúcar, margarina, papel higiénico, lâminas de barba, champô, sabonetes, preservativos, entre outros.


Retirado de:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4388101 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mais uma greve da "frente comum"


Marcada para 13 de março...6ª feira...

A Frente Comum da CGTP / PCP tem uma grande capacidade de "construir" pontes e fins de semana alargados.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

35 horas de trabalho por semana

Jerónimo de Sousa propôs hoje uma diminuição gradual do horário de trabalho para as 35 horas / semana.

Sei que ninguém leva a sério esta proposta do PCP, mas esta e outras propostas similares de vários quadrantes políticos  mostram o nível de populismo e demagogia a que estamos confinados e que, frequentemente, nos desviam de uma análise focalizada e sustentada dos problemas que enfrentamos.

Nesta onda do PCP "navegam" as classes corporativas mais beneficiadas nos últimos 30 anos de democracia. A austeridade já lá chegou, mas é ténue quando comparada com a sentida pelos desempregados e pelos trabalhadores de PMEs que auferem o salário mínimo e que pagam IVA a 23% e que  todos os dias assistem ao aparecimento de mais impostos e taxas do Estado.

Entretanto, Pedro Passos Coelho lançou segunda-feira um apelo às Forças Armadas para que "permaneçam fiéis a si próprias e às suas virtudes, que tão distintamente cultivam, a coragem, a honra, a sacralidade do dever, a lealdade, o patriotismo e o serviço aos bens comuns do povo português, por tudo isto sabemos que é devida uma especial atenção e consideração ao tratamento da condição militar."

Mas PPC, para ser justo, teria de fazer muitos mais discursos similares começando pelos accionistas de grandes grupos empresariais que celebraram contratos leoninos de parcerias público privadas com o Estado. 
Um discurso de PPC apelando ao patriotismo destes grupos empresariais não mudaria os contratos estabelecidos mas, pelo menos, traria uma ligeira e superficial sensação de justiça ao nosso quotidiano!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Os Verdes e o Carnaval

Como estamos em maré de Carnaval, o partido "Os Verdes" (partido que, aparentemente, existe para que o PCP possa concorrer às eleições como CDU) entregou um projecto de lei propondo a consagração do dia de Carnaval como feriado nacional.
É uma ideia interessante e divertida que, provavelmente, irá animar (mais uma vez) a sessão parlamentar em que o tema se discutir.

Na mesma onda, o sindicato dos maquinistas mantém a greve às horas extraordinárias decretada até ao final do mês de Fevereiro e que afecta a circulação de comboios durante o dia de Carnaval. Esta greve foi decretada pelo sindicato para contestar o facto da empresa ter instaurado processos disciplinares a maquinistas que não cumpriram a lei dos serviços mínimos. Enfim, a lei é justa para fazer greve mas já não o é para assegurar os serviços mínimos que permitem a outros cidadãos (com salários e regalias bem menores que os maquinistas da CP) usufruírem do seu direito de se deslocarem para o seu local de trabalho.
A administração da CP parece imbuída do mesmo espírito carnavalesco porque, até agora, nada se sabe quanto ao desfecho destes processos disciplinares.

O que não é nada divertido e é até muito triste é o facto das empresas públicas (incluindo a CP) terem registado um aumento dos prejuízos em 2011.
Os resultados destas empresas em 2011 revelam uma derrapagem nos prejuízos (38,5%), atingindo os 1,5 mil milhões de euros, aos quais se somam outros 357,5 milhões de perdas de hospitais públicos. E do lado dos custos, apesar de ter sido imposto um corte de 15% (pelo anterior ministro das Finanças, Teixeira dos Santos), as despesas operacionais aumentaram para mais de 3,7 mil milhões.

A incapacidade do governo e da gestão de topo em implementar reduções de custos com as quais se comprometeram é absolutamente devastadora para a economia. As empresas públicas continuam, assim, a consumir o financiamento bancário disponível reduzindo drasticamente o financiamento das PMEs do que resulta impossibilidade de manter as empresas em actividade e, claro, mais desemprego.

Mas, claro, nada que preocupe "Os Verdes".



domingo, 12 de fevereiro de 2012

PREC

Aparentemente, o PCP está a procurar criar condições para promover um novo PREC. Esta situação é visível pela tomada de posição mais efectiva na CGTP, pela alteração de estratégia desta central sindical e por sinais vários que se começam a sentir, como, por exemplo, o indescritível comunicado (político) da associação dos oficiais das forças armadas.

A manifestação do passado dia 11 de Fevereiro na Praça do Comércio em Lisboa demonstrou a capacidade deste partido em organizar e mobilizar militantes espalhados pelo país - 500 autocarros com manifestantes acorreram a Lisboa.

Confundir uma manifestação de 100.000 pessoas com a vontade expressa por milhões em eleições legislativas de há 6 ou 7 meses é absolutamente fantasioso e demonstrador de desrespeito para com todos os portugueses que votaram no dia 5 de Junho de 2011.