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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Politburismos em vésperas do 25 de novembro?




1. OE2018 - Privados perdem possibilidade de receber subsídios de Natal e de férias em duodécimos


2. Governo muda sede do Infarmed para o Porto em 2019 - A entidade com 350 funcionários e orçamento de 60 milhões de euros vai instalar-se no Porto, mas manterá uma delegação "importante" em Lisboa. Daqui a três anos, pelo menos 70% dos recursos vão estar na cidade Invicta.

Existirá algum tipo de recordação do 25 de novembro de 1975 na Assembleia da República?
Esperemos que, por uma questão de sobrevivência política no poder, o PS não se esqueça dos seus valores históricos e do legado de Mário Soares.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O Caso do Jornal Assaltado...o regresso da censura um ano após o 25 de abril de 1974



Uma Redação sequestrada e obscuras estratégias de controlo da informação. 
Na turbulência revolucionária de 1975, o "caso República" figurou pela primeira vez a visão terrível da liberdade a devorar-se a si mesma. Um grupo de 25 jornalistas, apoiados por milhões de concidadãos democratas, negou-se a pactuar com essa insânia autofágica e bateu-se contra o novo estado emergente de repressão censória. Enfrentaram por três vezes as metralhadoras G-3 que entretanto haviam sido extirpadas de várias instalações militares, sobretudo do Depósito Geral de Material de Guerra, em Beirolas, e do Campo de Instrução de Santa Margarida. Todavia, nas palavras de Raul Rego, deposto da direção do diário República na manhã de 19 de maio de 1975, os jornalistas dispunham da mais poderosa das armas: a palavra.

O Caso do Jornal Assaltado
Autor: Pedro Foyos

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Subir escadas do parlamento

Qual a diferença?

"...centenas de manifestantes da CGTP invadiram hoje quatro dos ministérios nacionais, gritando palavras de ordem e exigindo ser recebidos pelos titulares das pastas da Economia, do Ambiente, da Saúde e das Finanças. Não foram, mas já há reuniões agendadas com os ministros António Pires de Lima (Economia) e Jorge Moreira da Silva (Ambiente).

Nos diferentes ministérios, os protestos foram tendo resultados distintos. Enquanto no das Finanças conseguiram reunir com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, num encontro onde os manifestantes aproveitaram para apresentar as suas razões para o protesto, no ministério da Saúde apenas a secretário-geral Sandra Cavaco se mostrou disponível para falar com os sindicalistas, o que lhes desagradou. Tanto mais que consigo levavam uma resolução que queriam entregar em mãos ao próprio ministro, Paulo Macedo.

O protesto no ministério do Ambiente foi o mais curto. Depois de conseguirem a marcação de uma reunião para o dia 9 de dezembro, o grupo de manifestantes desmobilizou.

Mais renitentes, os manifestantes no ministério da Economia prometiam "ficar o tempo que for preciso". Queriam que o ministro os ouvisse e apresentasse soluções para os seus problemas, conforme esclareceu Fátima Messias, do Sindicato da Indústria. Acabaram por ver marcada uma reunião para o dia 5 de dezembro, às 15h."

Expresso online 
http://expresso.sapo.pt/balanco-positivo-para-invasores-de-ministerios=f843090

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mais uma greve no Metro de Lisboa

"Quem é que faz manifs e greves? São os "pobres" e os desempregados? Não. As greves são usados pelos sindicatos do sector ultra-protegido dos transportes públicos e pelos diferentes sectores da função pública, a parte da sociedade que está constitucionalmente protegida contra o desemprego. Portanto, os indignados são aqueles que estão no topo, não na base, dos privilégios concedidos pelo estado social. Repare-se, por exemplo, na greve do Metro de hoje. Os trabalhadores do Metropolitano recebem salários muito acima da média nacional, têm regalias impensáveis em qualquer outro sector, mas fazem greve quase todos os meses. Não estão a defender direitos inerentes ao estado social, estão a defender privilégios que conseguiram impor a este estado social farsante."

Henrique Raposo in Expresso online


As empresas públicas de transportes acumularam dívidas ao longo de vários anos. Para manter a paz social dentro destas empresas sucessivos governos (do PSD e, principalmente do PS) permitiram o desenvolvimento de estruturas empresariais desequilibradas (com benefícios salariais e outros completamente desajustados da realidade nacional) sustentadas pelo orçamento do Estado, ou seja, pelos impostos dos portugueses de Bragança a Vila Real de Santo António.

Ao endividamento seguiu-se o recurso a contratos swap para manter o financiamento e o "status quo". A dívida acumulada por estas empresas não foi contabilizada pelo governo anterior e fez disparar a dívida do Estado quando o governo de Passos Coelho tomou posse. 

As sucessivas greves em empresas como a Metro de Lisboa prejudicam a empresa, os trabalhadores,  reformados e estudantes que não têm outro meio de deslocação em Lisboa e todos contribuintes.

Esperemos que o atual secretário de Estado (Sérgio Monteiro) mantenha a firmeza necessária para não ceder aos interesses corporativos e políticos conservadores de modo a garantir o equilíbrio financeiro das empresas públicas de transportes com tarifas mais justas para todos os utilizadores e utilização mais adequada do dinheiro dos impostos pagos por todos nós.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Modelo de desenvolvimento económico de Portugal

Mário Crespo e Daniel Bessa teceram hoje comentários sobre o modelo de desenvolvimento económico seguido por Portugal nos últimos 25 anos.

No jornal Expresso o jornalista Mário Crespo é incisivo no seu comentário. O modelo de desenvolvimento que seguimos nos últimos 30 anos não é sustentável:

"Estamos a comprometer de vez o futuro de pessoas que ainda não nasceram. (...) Em que se construíram auto estradas paralelas, para ao lado se arrancarem via férreas, oliveiras e vinhas."

De seguida pronuncia-se sobre o PREC (quase) permanente em que vivemos, e que se tem acentuado nos últimos meses:

"No modelo que existe temos uma economia sequestrada por uma reduzidíssima minoria eleitoral, que à custa de membros das suas cúpulas infiltrados em organizações laborais conseguem paralisar o país, contra a vontade do país. E tudo isto com menos de 7% do voto nas últimas eleições gerais e números residuais nas autárquicas."

Escreve sobre os designados "direitos adquiridos":

"Convenceram-nos que era possível reformarmo-nos aos 50 anos e arranjar um gancho em qualquer sítio e depois voltar a ter outra reforma. Como se fossemos todos funcionários do Banco de Portugal. O surpreendente é que ainda não compreenderam. Não perceberam que já não há dinheiro. E que quando se pede dinheiro emprestado hoje, para pagar as dívidas de ontem, estamos a roubar a geração de amanhã e de depois de amanhã."

Por fim, relaciona problemas que temos hoje com o tipo de desenvolvimento económico que prosseguimos nos últimos anos:

"Não compreenderam que o desemprego jovem que hoje nos aflige tem as raízes recentes nas fundações dos Estádios do Euro. Que os aumentos das taxas moderadoras estão a pagar a distribuição amalucada de ontem dos Magalhães. Que perdemos vencimentos para pagar os estudos de aeroportos que não vão existir e a construir apeadeiros e aterros para comboios ultra-rápidos em que ninguém vai viajar"

Daniel Bessa é mais caustico na análise que faz ao modelo de desenvolvimento económico que seguimos nos últimos anos ao afirmar (reportagem do Ionline), hoje num seminário em Guimarães, em tom de provocação e a propósito do sector da construção, que oferecia do "próprio bolso" mil euros ao Estado para "lançar uma grande obra do regime" se essa fosse a demolição dos estádios de Aveiro, Leiria e Faro.

"Se a obra deste regime for essa, que seria extremamente meritória, estou disposto a dar mais", adiantou, explicando que "estimularia a construção" e que "as empresas que fizeram estas obras ficariam agora felizes pela possibilidade de as deitarem abaixo".
No entanto, rematou, "é uma metáfora triste, ilustra que foram feitos erros enormes"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PREC

Aparentemente, o PCP está a procurar criar condições para promover um novo PREC. Esta situação é visível pela tomada de posição mais efectiva na CGTP, pela alteração de estratégia desta central sindical e por sinais vários que se começam a sentir, como, por exemplo, o indescritível comunicado (político) da associação dos oficiais das forças armadas.

A manifestação do passado dia 11 de Fevereiro na Praça do Comércio em Lisboa demonstrou a capacidade deste partido em organizar e mobilizar militantes espalhados pelo país - 500 autocarros com manifestantes acorreram a Lisboa.

Confundir uma manifestação de 100.000 pessoas com a vontade expressa por milhões em eleições legislativas de há 6 ou 7 meses é absolutamente fantasioso e demonstrador de desrespeito para com todos os portugueses que votaram no dia 5 de Junho de 2011.

domingo, 31 de julho de 2011

Entrevista a Mário Soares

Mário Soares é uma figura de referência e, na minha perspectiva, a figura política portuguesa mais relevante da 2ª metade do século XX. Pela sua acção e decisões (quando esteve no poder), de certa forma, definiu o modo de vida de várias gerações de portugueses. Como nasci em 1964, a sua "presença" na minha adolescência e crescimento até à idade adulta foi quase permanente.

Relevo, aqui, três momentos que considero marcantes na sua vida política:

- 1974 a 1976 no combate ao PREC, assegurando a introdução de um sistema político democrático em Portugal;
- Em 1985, como primeiro ministro, ao liderar e assinar a entrada de Portugal na CEE;
- Em 1986, ao tornar-se o 1º Presidente da República civil após o 25 de Abril contribuindo, de forma decisiva, para a consolidação de um sistema democrático sem tutela militar.

Li e reli a entrevista de Mário Soares concedida à Revista Única (do Expresso). Mário Soares, apesar ou, provavelmente, por ter 87 anos deve continuar a ser ouvido. Mantém a sua crença no designado socialismo democrático e no federalismo europeu. Da entrevista, retiro duas ideias principais:
1. A Europa deve caminhar para o federalismo, ou seja, para a existência de um governo europeu dotado de meios financeiros próprios;
2. O capitalismo é o modelo que temos e não existe outro para o substituir. Mas precisamos que tenha princípios, seja ético.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O novo PREC - Período Reaccionário Em Curso

Actualmente, vivemos um novo PREC. Mas, desta vez, trata-se de um Período Reaccionário Em Curso. Os revolucionários de Maio de 1968 e das revoltas estudantis do final dos anos 60 e depois revolucionários de Abril de 1974 cristalizaram no poder! Criaram o designado Estado Social com um conjunto de direitos que, por acaso, se aplica a eles próprios e utilizam convictamente o argumento dos "direitos adquiridos". A lógica é quase irrefutável. Os "direitos adquiridos" nesse período revolucionário são conquistas da "esquerda" e, como tal, questioná-los é ser de direita, ultra-liberal, e outros chavões fortes com conotação negativa junto dos "media" seguidistas! Estes revolucionários de ontem, que contestaram o "status quo" de Salazar e Marcelo Caetano, são agora os defensores acérrimos do "status quo".