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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

António Costa em estratégia...so far so good?

"Para memória futura e para quem isso possa vir a interessar, podemos situar na madrugada da última sexta-feira para sábado o momento em que António Costa desistiu de governar, desistiu de seguir o programa político que propôs aos portugueses e aceitou passar de primeiro-ministro a simples equilibrista político”.

“Nessa madrugada, ao desautorizar pessoalmente os ministros das Finanças e da Educação, obrigando-os a ceder mais uma vez à FENPROF, António Costa abdicou de qualquer ideia de futuro sustentável que possa ter para o país, substituindo-a por uma simples estratégia de sobrevivência no poder, pronto a ceder, passo a passo, ponto por ponto, milhão por milhão, tudo o que os seus insaciáveis aliados de Governo vão exigir, além de tudo o que já obtiveram.”

António Costa deixou-se armadilhar pelo absurdo paradoxo de, em lugar de tirar partido da posição de força em que saiu das eleições, acabar antes a servir de boia de salvação aos seus parceiros, deixando-os continuar a vender um saco de promessas e de ilusões sem fim e a fantasiosa versão de que todas as melhorias económicas se devem a eles e às suas imposições”.

E mais: “Quando se rendeu à FENPROF, António Costa mostrou não ter aprendido nada com o que já ficou para trás: na política, como na vida, quando se cede uma vez a uma chantagem, vai ceder-se para sempre.”


Miguel Sousa Tavares em http://expresso.sapo.pt/politica/2017-11-25-Miguel-Sousa-Tavares-Antonio-Costa-desistiu-de-governar.-Rendeu-se-a-FENPROF

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Estamos sujeitos a um garrote de esquerda


“Com um Governo minoritário de esquerda que ameaça reverter muitas das necessárias reformas, a retoma de Portugal está em risco“, salienta-se no relatório do Royal Bank of Skotland referente aos desenvolvimentos macroeconómicos em 2016.
O banco refere, nomeadamente, o facto de o Bloco de Esquerda defender “a reversão de reformas consideradas estruturais pelo RBS”, citando-se “o aumento do salário mínimo, o fim do congelamento das pensões e o cancelamento dos cortes salariais para os funcionários públicos“.
O governo já decidiu o aumento do salário mínimo para os 530 euros, procedeu ao descongelamento das pensões mais baixas e reverteu os cortes salariais na Função Pública.
Estas circunstâncias poderão prejudicar a economia nacional, vaticina o RBS, frisando que “a dívida pública é demasiado elevada, em torno de 130% do PIB”.
“O baixo investimento e o peso da dívida implicam que à falta de estímulos orçamentais, a retoma portuguesa depende das reformas estruturais”, atira ainda o Banco de Investimento, concluindo que os “garrotes estruturais” estão a prejudicar “uma das maiores histórias de sucesso na periferia” da Europa.
O alerta do Banco relativamente à instabilidade política estende-se à globalidade da Zona Euro, particularmente em relação a Espanha, onde se prevêem contudo, menos riscos para a economia.
in http://zap.aeiou.pt/rbs-preve-que-garrote-da-esquerda-vai-sufocar-portugal-97181

sexta-feira, 24 de abril de 2015

De como saímos da "espiral recessiva" para o futuro risonho do PS...


"De qualquer maneira, o PS nem nesta sua versão respeitosa se consegue libertar dos seus velhos vícios. Primeiro, o de tratar o dinheiro do contribuinte como se ele nascesse do chão: falando muito do “capitalismo de casino”, o que ele propõe é um “socialismo de casino”. Aumenta as despesas e corta as receitas, e a diferença pagará  com a maior facilidade  se por acaso as coisas correrem bem. E, se não correrem, quem puder que se arranje. Entretanto, os funcionários públicos irão recuperar rapidamente os seus privilégios, como compete; o funcionalismo não diminuirá; a TSU desce tanto para trabalhadores como para patrões; o emprego precário vai diminuir (“penalizando” as empresas com excesso de “rotatividade”); e, em homenagem ao igualitarismo da seita, o imposto sucessório ressuscita para perseguir os “ricos”, como eles merecem, e presumivelmente para ajudar a classe média e animar o investimento. Deus nos perdoe."

Vasco Pulido Valente em http://www.publico.pt/politica/noticia/muito-barulho-para-nada-1693394 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Quem beneficia, para já, com a prisão de José Sócrates é Carlos Santos Silva


A prisão preventiva de José Sócrates é um dos assuntos incontornáveis de 2014. Concordo com a perspetiva de António Costa: “O que é importante para todos e para a sociedade democrática é que deixemos a justiça funcionar em todos os seus valores", o que significa "assegurar a presunção de inocência". Estaria, mais uma vez, a falar para dentro do Partido Socialista?

Não é isto, aparentemente, o que se tem passado. 

De um lado ficamos a conhecer alguns dos fundamentos da acusação, através de alegadas fugas de informação, e cresce a sensação de que José Sócrates se enredou num processo de difícil explicação.
Por outro lado, vários militantes, deputados e ex-ministros do PS (portanto que têm ou tiveram responsabilidades legislativas e governativas) criticam, de uma forma agressiva, a justiça pelo facto de ter sido decretada prisão preventiva. 

Enfim, o bom senso, escasseia...

José Sócrates, que escreveu várias cartas após a detenção, teve já oportunidade para esclarecer algumas dúvidas levantadas com este processo, mas tem preferido um discurso de vitimização.

Os comentadores políticos analisam as diferentes perspetivas para perceber quem ganha e perde com a designada operação Marquês. António Costa, ganha ou perde? e Passos Coelho? As dúvidas permanecem. Apesar de tudo, com José Sócrates detido preventivamente e sem motorista, o empresário Carlos Santos Silva (também detido preventivamente) reduziu, significativamente, o seu nível de doações?, empréstimos?, ...



sábado, 25 de outubro de 2014

Quando vários deputados do PS assinaram o Manifesto 74 para reestruturação da dívida sabiam o que estavam a assinar?


Quando o chamado Manifesto 74 - "Reestruturar a dívida insustentável e promover o crescimento, recusando a austeridade" - foi divulgado em março de 2014, incluía a assinatura de vários deputados do PS, incluindo o atual presidente do grupo parlamentar, Ferro Rodrigues.

A assinatura de vários deputados do PS foi mediática e perspetivada (também) como uma forma de manifestar oposição interna a António José Seguro.

Mais tarde, em julho de 2014, Francisco Louçã (com mais 3 autores incluindo Pedro Nuno Santos, deputado do PS)  apresentou um estudo designado "Um programa sustentável para a reestruturação da dívida portuguesa". Francisco Louçã, justificou a apresentação deste estudo dizendo "A dívida não pode continuar a ser uma conversa de café".
Ou seja, implicitamente, considerou que o Manifesto 74 era uma espécie de documento de "café" ou que, pelo menos, para alguns dos seus subscritores o seria.

Bagão Félix distanciou-se do Manifesto 74 dizendo que este programa de FL parecia um plano completamente impossível de concretizar. Já, Eurico Brilhante Dias, acusou os autores deste estudo de quererem liquidar a pequena poupança.

O estudo de FL estabelece um plano para a reestruturação da dívida que inclui a tomada de medidas para reduzir o seu impacto na banca nacional.  Uma parte substancial da dívida é detida pela banca. 

As perdas da banca nacional seriam elevadas e obrigariam a intervenção do Estado. Será necessário desencadear um "processo de resolução bancária sistémica". Este processo teria impacto sobre os depositantes (conforme referido no ponto 6.3 do estudo). Seriam os depósitos acima dos 100.000 € a sustentar grande parte do "processo de resolução bancária sistémica".


Aparentemente, uma parte do PS está a "brincar com o fogo". Os deputados do PS que assinaram o Manifesto 74 conhecem (desde julho) as implicações de um processo de reestruturação da dívida. Nesta discussão, o PS não se pode manter no "limbo" só para ganhar mais uns votos à sua esquerda . São tempos de responsabilidade e seriedade...mas alguns ainda não perceberam!

domingo, 17 de agosto de 2014

Quadratura dos círculos uninominais

O atual sistema eleitoral não pode ser considerado plenamente representativo. Existe uma (quase) total falta de ligação entre os deputados eleitos e os seu eleitores. São as direcções e concelhias partidárias a escolher a lista de candidatos à Assembleia da República. A avaliação de "méritos" da generalidade dos deputados fica, assim, completamente arredada dos eleitores quer no momento da eleição quer no decorrer da legislatura (ao longo de uma legislatura há um conjunto alargado de deputados sem qualquer intervenção pública - se excluirmos o momento de votar). 

Aparentemente, a composição das listas de candidatos a deputados é uma espécie de jogo de equilíbrio de poderes. As listas de candidatos a deputados da República Portuguesa são cada vez mais "monárquicas" com ligações familiares frequentes entre os candidatos e anteriores e atuais titulares de cargos políticos.

Múltiplas figuras partidárias de destaque referem frequentemente a necessidade de "aproximar eleitores e eleitos" e de tornar o sistema eleitoral mais representativo. O PSD e o PS têm passado do discurso ao compromisso eleitoral (ver, por exemplo, o último programa eleitoral do PSD), à realização de estudos mas sem nunca passarem à prática, ou seja, à apresentação de proposta de lei que atempadamente possa ser analisada, melhorada e votada.

Perspetivando a possibilidade de um dos Antónios se tornar 1º ministro em 2015, de salientar que, mais uma vez, o compromisso de alteração do sistema eleitoral (com introdução de círculos uninominais) foi introduzida nos compromissos eleitorais de António Costa e de António José Seguro.

No manifesto de António Costa: 
No caso do Parlamento, proporemos ao país a reforma do sistema eleitoral no sentido de uma representação proporcional personalizada, introduzindo círculos uninominais que, numa adequada composição com círculo plurinominais, garantam uma relação mais próxima, personalizada e responsabilizante entre o eleito e o eleitor.

Na moção política de António José Seguro:
"Reafirmamos também o nosso compromisso de alteração da Lei Eleitoral para a Assembleia da República, nomeadamente no sentido da redução do número de deputados e da possibilidade de cada eleitor escolher diretamente o seu deputado."

Será desta?

sábado, 2 de agosto de 2014

Passos Coelho em Manta Rota


Nem consigo imaginar a indignação da ala esquerda socialista se Passos Coelho passasse as suas férias de Verão num qualquer hotel luxuoso do Algarve...por exemplo, no Pine Cliffs!

sábado, 28 de junho de 2014

António Costa é mais Hollande que D. Sebastião


António Costa é o D. Sebastião dos socialistas, pelo menos de alguns (serão muitos?).
Os designados socráticos querem António Costa como 1º ministro e, chegará o dia, em que será lançada candidatura de Sócrates a PR (basta ler opinião de Isabel Moreira sobre possível candidatura de António Guterres).

Pretende-se reescrever a história?
As PPP de Paulo Campos, José Sócrates e Jorge Coelho (PS e depois Mota Engil) afinal foram fantásticas!

Aumentem-se os impostos diz Galamba (o João) e tudo é / será possível.

Mas não começa bem António Costa, pelo menos, na minha perspetiva. Não apresentou, até agora, uma ideia global e ações concretas para Portugal (quer ser secretário geral do PS sem apresentar um programa?) e desenvolve um discurso que apela à mudança da política na Europa, esquecendo-se (propositadamente) dos problemas estruturais do seu país. Enfim, um discurso decalcado de Hollande (antes das eleições em França) e estamos a ver onde este chegou e que políticas está a implementar.

E em relação a ações como presidente da câmara de Lisboa?

A mais recente foi ceder, muito rapidamente, ao sindicato dos trabalhadores do município de Lisboa  e anunciar a admissão de mais 150 funcionários (cantoneiros) para os serviços municipais  para além de mais 50 elementos para o Regimento de Sapadores Bombeiros. Esta decisão de António Costa representará um custo acrescido para o município (quer dizer, aos impostos dos lisboetas) de cerca de 2 milhões de euros por ano (http://www.ionline.pt/artigos/portugal/costa-gasta-225-milhoes-euros-acabar-greve-lixo)

A questão que se coloca é esta: a admissão de novos funcionários e este aumento de custos (pagos com dinheiro dos munícipes) é mesmo necessário, ou foi considerado necessário porque decorre uma candidatura política a secretário geral do PS?

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Miró


Miró foi um escultor e pintor surrealista catalão (mas, aparentemente, deveria ter sido português).

Os quadros de Miró são um património, pelos vistos, muito relevante. Nunca vi nenhuma obra de Miró e acho que, como eu, pelo menos 10 milhões de portugueses também não. 

Acho incrível como é que a Dra. Gabriela Canavilhas, quando foi ministra da Cultura, não sugeriu a aquisição deste acervo de obras tão relevante. 

Seguramente, um próximo governo do PS irá manter este "património" em Portugal e construir um museu (obrigatoriamente em Lisboa) especificamente para estas obras e outras relevantes a adquirir (deveríamos ter algumas obras de Picasso, por exemplo). 

Os custos não são problema. Os doutores Teixeira dos Santos e João Galamba já referiram que o Estado deve aumentar os impostos (o IVA, por exemplo, "ainda" só está nos 23%).

domingo, 13 de outubro de 2013

Jorge Sampaio

Em entrevista na SIC Notícias ontem, Jorge Sampaio repudiou críticas recentes de Durão Barroso e Christine Lagarde ao Tribunal Constitucional (TC).

Não seria de esperar outra posição de Jorge Sampaio em relação ao TC. É uma discussão interminável, esta, sobre o TC. Uns acham que o TC não tem permitido ao governo de Passos Coelho implementar as medidas emergentes necessárias, outros acham o contrário...

O que é um facto é que o acordo com a designada troika, assinado por PS e PSD e sufragado nas últimas eleições legislativas, refere expressamente que a correção do défice se deve fazer, maioritariamente, do lado da despesa do Estado. Para serem permanentes e eficazes, estas reduções têm de abranger as maiores rubricas de custos (salários e pensões). Jorge Sampaio sabe isto perfeitamente e por isso diz na sua entrevista:

 "Eu também digo aos meus amigos do Partido Socialista que têm à sua frente um momento muito difícil. Sabem tão bem como eu, ou melhor, ou têm a obrigação de saber, que têm uma situação quando ganharem as eleições, como tudo pode parecer indicar, têm às suas costas uma coisa extremamente difícil”

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ainda não percebi como o PS pretende reduzir o défice do Estado



"Mas o mais fascinante em todo o pensamento da esquerda parlamentar e dos sindicatos da função pública é a convicção de que as empresas e as famílias aguentarão ad aeternum sucessivos aumentos da carga fiscal para pagar o Estado social e os salários dos funcionários públicos.

Sucessivos governos adiaram a política inevitável de cortar a despesa pública primária e adaptá-la às receitas que a economia é capaz de gerar. Mesmo Passos Coelho não tem propriamente o mérito de aplicar voluntariamente essa receita necessária – só o faz porque a isso obriga a troika. Mas é inevitável que um programa de ajustamento, como está estipulado no Memorando, implique cortes em salários e em pensões dos funcionários públicos, pois sem isso não haveria ajustamento no Estado. Por uma razão económica simples: valem 60% da despesa primária do Estado.

A redução da despesa pública encontra, de facto, como Passos recorda insistentemente, muito mais dificuldades legais do que o ajustamento no sector privado. Este proteccionismo legal foi construído por sucessivos governos com medo da CGTP e da UGT, a que se junta a luta ideológica que o actual Tribunal Constitucional tem vindo a efectuar contra a reforma do Estado.

A harmonização dos salários, dos sistemas de pensões ou da legislação laboral é um legado que este governo vai deixar que terá de ser continuado pelo seu sucessor. É um imperativo a que o futuro governo do PS não vai conseguir fugir."

Retirado de texto de opinião de Luís Rosa - iOnline

Ainda não entendi a estratégia de redução do défice do PS. Este partido negociou e assinou um memorando que previa uma redução do défice do Estado em 2014 para 3% do PIB, meta bem mais gravosa do que a renegociada por este governo de 4%. 

Votou contra o orçamento para 2013 por discordar do aumento "colossal" de impostos. Deduz-se, assim, que o PS quando for governo não vai aumentar impostos. Não concorda com nenhuma redução da despesa proposta pelo governo e não apresenta alternativas de corte de despesas. 

Se não aumenta impostos nem corta na despesa como é possível diminuir o défice? 

domingo, 21 de julho de 2013

Moção de confiança

Após o previsível desacordo entre PSD / CDS e PS cabe ao Presidente da República (PR) tomar uma decisão clarificadora em relação à atual situação de crise política, criada por divergências dentro da coligação PSD / CDS que redundaram em uma demissão - Victor Gaspar - e em uma semi demissão - Paulo Portas.
O espaço de manobra do PR é escasso. Em anteriores declarações rejeitou liminarmente a possibilidade de eleições em 2013 ou de se formar um governo de iniciativa presidencial.
Resta, como tal, a manutenção de um governo da coligação PSD / CDS liderado por Passos Coelho.
Para reforçar a sua posição, o PR poderá inclusivamente, referir-se ao facto do Governo ter obtido recentemente uma autêntica moção de confiança no Parlamento.
Com uma estratégia focalizada no eleitorado do PS, o partido Os Verdes (?) decidiram (quer dizer, o comité central do PCP decidiu e os Verdes (?) obedeceram) apresentou uma moção de censura ao governo que se transformou numa moção de confiança.
Enfim, um autêntico "tiro no pé" que redundou numa moção de confiança ao governo que, provavelmente, o próprio PR poderá referir na sua declaração de hoje.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Governo está de cabeça perdida diz Zorrinho e o PS como está?


Ainda não se conseguiu descobrir bem porquê. Terá a ver com manipular eleitores?
O que se sabe, com toda a certeza, é que nos estamos a transformar no país dos avestruzes.
Não sabemos se é medo de encarar a realidade ou apenas, preguiça.
Mas, alguns portugueses (com responsabilidade) estão a esquivar-se de participar e de raciocinar a respeito das informações que lhes são passadas.

Nota: adaptado do site www.suacara.com



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Crescimento económico com o PS

Aparentemente, a solução para Portugal implica deixarmos a política de austeridade e passarmos para uma política de crescimento económico.

De acordo com os "sound bites" dos últimos meses, de um lado estará o governo a seguir e defender uma política (má) de austeridade e do outro toda a oposição a dizer que a solução está numa política (boa) de crescimento económico.

De acordo com muitos comentadores, políticos e economistas para resolver a crise "basta" que a economia cresça (este crescimento não é, normalmente, quantificado) para que se possa abandonar a austeridade. Quer dizer, matematicamente é exato que um crescimento económico significativo (pelo menos, 3%) somado a uma taxa de inflação média de 2% nos permitiria gerar meios para suportar os encargos financeiros resultantes da dívida acumulada nos últimos 20 anos de governação.

Aparentemente, o "campeão" do referido crescimento económico é o PS que repete, quase até à exaustão, que se fosse governo seguiria uma política de "crescimento económico", sem mencionar de forma clara que medidas concretas implementaria e como as sustentaria financeiramente  (enfim, isto do "como" na política é sempre pouco relevante).

Dado que não se vislumbra nem se consegue perceber que medidas um eventual futuro governo do PS implementará para obter o almejado e necessário crescimento económico, fui avaliar a capacidade dos últimos governos do PS nesta matéria. Pensei eu, provavelmente de forma ingénua que, se António José Seguro, Carlos Zorrinho, Galamba e, no geral, todos os elementos do PS socrático são "campeões" do crescimento económico concerteza implementaram estas boas práticas no governo anterior com resultados positivos, conferindo-lhes, assim, total credibilidade.

Eis os resultados:


% anual






%
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Média
União Europeia (27 paises)
2
3,2
3
0,5
-4,2
1,8
1,1
Zona euro (17 países)
1,7
3,1
2,9
0,4
-4,1
1,8
1,0
PORTUGAL
0,8
1,4
2,4
0
-2,5
1,3
0,6

Fonte: Eurostat (retirado de estudo de Eugénio Rosa)

Portugal nos cerca de 6 anos de governo do PS conseguiu um crescimento médio de 0,6 %, (taxa de crescimento do PIB real, ou seja, retirando o efeito da inflação) tendo aumentado a dívida do Estado neste período de 66,9% do PIB para mais de 90% do PIB.
Enfim, o discurso é fantástico...mas a prática não os recomenda...

domingo, 14 de outubro de 2012

Afinal o PS quer manter o status quo...

António José Seguro (AJS) lançou (aparentemente, de forma isolada) uma proposta de mudança no sistema eleitoral, indicando a necessidade de uma maior ligação entre eleitores e deputados, maior transparência e redução do nº de deputados.

Os deputados do PS (e não só) permitiram este "devaneio" de AJS durante 48 horas. Afinal, parece que os deputados deste partido (e não só) querem manter tudo como está.

Para quando a implementação em Portugal de círculos uninominais tal como já existiram no séc. XIX? Quando se tornará possível que independentes se possam candidatar à Assembleia da República sem ser como elementos de listas partidárias?

 Vamos ter mais uma legislatura sem qualquer alteração no sistema eleitoral...enfim, continuaremos dependentes da atual partidocracia!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Quanto custa um Audi A5

É demagogia e populismo discutirmos o facto dos deputados do PS terem escolhido, como um dos carros do grupo parlamentar, um Audi A5 - que custa cerca de 70.000 euros. É, provavelmente, verdade!

Mas não são os políticos que diariamente, por exemplo, na Assembleia da República (AR) nos "bombardeiam" com discursos e argumentos demagógicos e populistas?

Como tal, a discussão à volta do Audi A5 (e de mais 3 WW Passat), adquirido em regime de leasing pela AR para utilização do grupo parlamentar do PS, é absolutamente legítima e justifica-se, ainda mais, face à situação em que se encontra o país e as dificuldades por que passam um número significativo de portugueses.

Nesta análise nem sequer vou listar marcas e modelos de carros significativamente menos dispendiosos que permitiriam um nível de conforto similar e que não desonrariam, de forma nenhuma, os srs. deputados.

O que ressalta deste episódio é a atitude de sobranceria de Carlos Zorrinho (que é visível, frequentemente, na designada "elite" política e não só) que acha que a sua função só sai prestigiada se utilizar um BMW série 5 ou um Audi A5, independentemente do país que o rodeia.

Na nossa classe dirigente está instalada e assimilada a cultura do pedestal, a perspetiva de que as suas funções são críticas para o funcionamento do Estado e que ao país só resta trabalhar e pagar impostos para manter tão "nobres" serviços.


sábado, 6 de outubro de 2012

Proposta de António José Seguro para reduzir deputados

Gostei de ouvir António José Seguro afirmar num jantar do PS no dia 5 de Outubro:


"Até ao final do ano o PS vai apresentar uma proposta de alteração da lei eleitoral para a Assembleia da República" com o intuito de reduzir o número de deputados, atualmente cifrado em 230."
A discussão quanto ao número de deputados parece-me ser mais populista do que, minimamente, de valor acrescentado para todos nós.
No entanto, de seguida, o secretário geral do PS salientou que, com esta proposta se pretendia alcançar:
"maior proximidade entre eleitos e eleitores e uma menor dependência dos eleitos face às direções partidárias".

O nosso sistema eleitoral consiste em votar num dirigente partidário (normalmente eleito por alguns milhares de militantes do partido) que, juntamente com um núcleo reduzido de militantes determina quem são os futuros deputados. 

Os deputados a eleger provêm de um sistema mais ou menos negociado dentro dos partidos, suportado em quotas de interesses em que entram, por exemplo, concelhias com maior poder e as juventudes partidárias.

As resistências a qualquer alteração ao atual sistema eleitoral serão mais do que muitas, a começar pelos partidos que, normalmente, se posicionam contra o sistema. Será, ainda, curioso avaliar a posição da coligação do governo, ou seja, se o PSD terá a coragem e a força necessária para cumprir uma das suas promessas eleitorais.

De qualquer forma está é já uma iniciativa corajosa de António José Seguro. Veremos se terá força para ir contra algumas correntes do próprio partido que estão interessadas em manter o "status quo".

domingo, 27 de maio de 2012

Incidente de segurança na Assembleia da República

Aparentemente, a segurança na Assembleia da República (AR) é pouco eficaz. Um qualquer anónimo depositou um documento num cacifo de um deputado do PS.
Poderia ter sido uma engenho explosivo mas, felizmente, não foi.

Segundo um deputado de 2ª linha do PS (Rui Paulo Figueiredo) este documento anónimo é tão importante que deve ser considerado pela comissão de inquérito às Parcerias Público Privadas (as célebres PPPs rodoviárias).
Aparentemente, este documento anónimo coloca em causa um relatório do Tribunal de Contas sobre as referidas PPPs o que, parece, dar jeito ao PS para defender as decisões dos ministros e secretários de Estado de anteriores governos socialistas.

Enfim, o PS mesmo na oposição faz de quase tudo para desconsiderar os Relatórios do TC, tal como fazia quando era governo o que é admirável se considerarmos que o TC é um orgão legítimo que existe para fiscalizar a legalidade e gestão de contratos e despesas públicas e é dirigido por um ex-ministro do PS (Guilherme Oliveira Martins).

A partir deste momento, ficamos a saber que é fácil, a qualquer português, depositar um documento num cacifo de um qualquer deputado e, temos a quase certeza, que o seu teor será divulgado e difundido se for de encontro às pretensões do partido em questão, não interessando absolutamente nada avaliar a sua proveniência.

Por favor, abram um inquérito à segurança da AR...