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domingo, 4 de setembro de 2016

Comentário de Mário Centeno ao facto da dívida pública ser de 131,6% do PIB...



"O outro grande objetivo do programa de ajustamento e da política económica adotada pelo Governo nos últimos anos foi o da correção dos desequilíbrios das contas públicas.
A evolução verificada nos principais indicadores deste domínio revela, por um lado, o fracasso da estratégia adotada e, por outro, que persistem os importantes desequilíbrios estruturais das contas públicas, a correção dos quais justifica a adoção de uma estratégia diferente.
O principal indicador do fracasso é o sentido desfavorável da evolução do peso da dívida pública no PIB pois mostra a vulnerabilidade crescente do país face aos seus credores.
Prevendo--‐se no Programa de Ajustamento e nos sucessivos documentos de estratégia orçamental um momento a partir do qual se iniciaria uma redução deste indicador, o que é um facto é que hoje o peso da divida pública no PIB está no seu nível mais elevado desde que há registos, com valores superiores a 130% no final de 2014"....desculpem, do 1º semestre de 2016

Texto retirado de "Uma década para Portugal - Relatório" pág 16

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Relatório Técnico do FMI e a capacidade de análise dos portugueses

O que mais me impressionou até ao momento foi a capacidade extraordinária de leitura e análise do Relatório Técnico do FMI apresentado ontem pelo governo.

O Relatório está em inglês e tem 76 páginas mas a generalidade dos políticos da oposição, políticos do PSD  candidatos às eleições autárquicas, políticos do CDS que está no governo mas procura gerir a sua popularidade em próximas sondagens, Alberto João Jardim (o que atira os problemas para a frente com a barriga, portanto não admira que não analise o que quer que seja) e, no geral, um conjunto de personalidades que representam interesses corporativos instalados conseguiram a façanha de se pronunciar de forma mais do que definitiva sobre o seu teor.

Enfim, temos gente, com elevada capacidade intelectual. Ou não? Nem quero imaginar que, perante a atual situação do país (e de muitos portugueses) políticos com responsabilidade não analisem com atenção e espírito aberto um Relatório Técnico elaborado por uma entidade que foi chamada pelo governo do PS e que nos tem ajudado a financiar a economia (e os custos correntes).