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domingo, 5 de abril de 2015

Silva Lopes


Mesmo recentemente: quando a troika entrou, foi descrente nas reformas estruturais mas defendeu medidas bem impopulares, como a descida dos salários para combater o desemprego ou o corte das pensões mais elevadas. Não era duro, era seco: com os números. Não tinha um pingo de respeito pelo desmando, era contra as PPP, criticou bastas vezes muitos políticos, de José Sócrates a Alberto João Jardim. Acusou a própria troika de andar a aldrabar. O governo de Passos Coelho de fechar os olhos. E detestava esta coisa nacional dos grandes interesses instalados à pequena corrupção: "Leia o Aquilino Ribeiro", disse ele nesta entrevista a Anabela Mota Ribeiro e a Helena Garrido , "os camponeses que levam umas trutas ao chefe de posto da administração local...". Se fosse Deus, disse ele na mesma entrevista, a primeira coisa que fazia era acabar com os paraísos fiscais. "Estamos a ver revoltas, mas não dos que mais sofrem. É dos que podem".
"A verdade é que vejo o futuro com muito pessimismo", dizia ele em 2004 ao Expresso . Não se enganou. Silva Lopes deixa uma descendência de economistas e uma fila de admiradores. Sim, é preciso dar por isso. Dá-se pelo que nos faz falta, não é? 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/morreu-silva-lopes-o-economista-gentil-e-e-preciso-dar-por-isso=f918366#ixzz3WTSfwqaC

sábado, 8 de junho de 2013

Silva Lopes

Esta semana José da Silva Lopes foi entrevistado pelo Jornal de Negócios. José da Silva Lopes foi ministro das Finanças em 1978, governador do Banco de Portugal entre 1975 e 1980 e presidente do Conselho Económico Social (1996 a 2003) sendo conotado, frequentemente, com o PS.

Trata-se, como tal, de um economista experiente que tem uma visão privilegiada das políticas seguidas nos últimos 35 anos e uma perspetiva a considerar em relação à atual situação económica e financeira de Portugal.

 Deu  uma entrevista ao Jornal de Negócios de 7 de junho...completamente ignorada pelos restantes orgãos de comunicação social. Porquê? É que as opiniões de Silva Lopes são "contra a corrente".
Mas vale a pena ler a entrevista da qual retirei algumas frases que dizem muito quanto à situação política e económica por que passamos:

"Estamos a ver revoltas, mas não dos que mais sofrem. É dos que podem"

"Se queremos viver num país decente temos de cortar nas pensões mais altas"

"Os pobres e os desempregados é que estão a pagar a factura e andamos preocupados com a tropa e os professores"

"As pessoas querem despesa. Alguém paga. Nunca pensam que são elas que pagam. Esse alguém podem ser...os ricos. Que ainda por cima são os que sabem não pagar"