Mostrar mensagens com a etiqueta ditadura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ditadura. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de novembro de 2017

A Queda do Muro de Berlim

No momento em que se fala do aparecimento de novos muros na Europa - mesmo que não sejam em tijolo e betão - é importante não deixar passar o dia 9 de novembro sem recordar o derrube do Muro de Berlim. 

Trata-se de um evento que permitiu a libertação de vários países do jugo ditatorial da ex-URSS e que alargou o espaço democrático da União Europeia. 

A UE com todas as suas virtudes e defeitos é, provavelmente, o espaço territorial do mundo em que existe o maior respeito por princípios essenciais da democracia: eleições livres, liberdade de imprensa, separação de poderes, liberdade de associação e livre circulação. 

A luta por estes ideais passa por dar a conhecer às atuais gerações o resultado da implementação de práticas e ideologias que, proclamadas livremente na oposição, parecem tentadoras mas quando no poder se revelam como ditaduras implacáveis (quer tenham como base ideologias designadas por "esquerda" ou "direita").


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O Caso do Jornal Assaltado...o regresso da censura um ano após o 25 de abril de 1974



Uma Redação sequestrada e obscuras estratégias de controlo da informação. 
Na turbulência revolucionária de 1975, o "caso República" figurou pela primeira vez a visão terrível da liberdade a devorar-se a si mesma. Um grupo de 25 jornalistas, apoiados por milhões de concidadãos democratas, negou-se a pactuar com essa insânia autofágica e bateu-se contra o novo estado emergente de repressão censória. Enfrentaram por três vezes as metralhadoras G-3 que entretanto haviam sido extirpadas de várias instalações militares, sobretudo do Depósito Geral de Material de Guerra, em Beirolas, e do Campo de Instrução de Santa Margarida. Todavia, nas palavras de Raul Rego, deposto da direção do diário República na manhã de 19 de maio de 1975, os jornalistas dispunham da mais poderosa das armas: a palavra.

O Caso do Jornal Assaltado
Autor: Pedro Foyos

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Afinal Jerónimo de Sousa conhece um sistema eleitoral inovador...por telepatia?


"Foi o povo cubano que escolheu aquele caminho. Trata-se de insolência e ingerência considerar que o povo cubano não deveria ter feito assim. O povo cubano sabe o que fez."

Jerónimo de Sousa à saída da Embaixada de Cuba em 27 de novembro de 2016

"Ironia das ironias, no mundo livre foram muitos os que o homenagearam e choraram a morte de um inimigo da liberdade. Inquieta este confronto com a fragilidade dos valores democráticos, tão facilmente encostados quando os elogios a um tirano se impõem. Está claro que o tempo apaga tudo, incluindo a memória. E que essa é a lição que os comunistas nunca esqueceram: reescrever a história compensa, porque uma mentira contada muitas vezes ascende a verdade. Que aprendamos todos a lição, também, e levemos a sério o alerta que a morte do ditador cubano reforçou. Hoje foi Fidel Castro. Amanhã serão os nossos filhos a duvidar da repressão que justificou o Muro de Berlim. Porque ninguém lava a história como os comunistas. E ninguém como os comunistas conta com a história para os absolver dos seus crimes."

Alexandre Homem Cristo in http://observador.pt/opiniao/ninguem-lava-a-historia-como-os-comunistas/

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aleppo...mostra a hipocrisia da generalidade dos movimentos "pacifistas" europeus


A Rússia vetou uma resolução das Nações Unidas para que se parassem os ataques aéreos a Aleppo, isto poucos dias depois de ter violado o acordo de paz que durou...horas.

De acordo com últimas informações das Nações Unidas, o conflito na Síria causou mais de 300.000 mortos desde 2011 e provocou a pior tragédia humanitária, com vários milhões de deslocados, desde a Segunda Guerra Mundial.

Afirma e pergunta Nuno Rogeiro:

"Porque é que a força aérea russa se encarniça sobre Aleppo, onde não há Daesh, e não faz o mesmo em Deir Ez-Zor ou Raqqa, Al Tabqah ou Madan, Slaba ou Groh, onde há?

Será preciso explicar?"
 


Mais surpreendente é o facto de na Europa as vozes dos "intelectuais, ativistas, pacifistas" estarem completamente mudas. Não há manifestações em frente às embaixadas da Rússia nem, pelo menos, petições públicas a pedir (estes movimentos não pedem...exigem), a exigir o fim dos ataques aéreos. 

Em Portugal, o risível Conselho Nacional para a Paz e Cooperação, organismo criado pelo PCP e atualmente dirigido por Ilda Figueiredo, é uma amostra clara dos movimentos europeus anti NATO e saudosistas do regime soviético. Bombas mortíferas só as da NATO...na página do cccp (perdão cnpc) ficamos a saber que, proximamente, teremos a Semana cultural da Venezuela em Portugal. 
De Aleppo...nada. Ficamos a saber que, para estes movimentos "pacifistas", a solidariedade para com o sofrimento da guerra só existe se intervier a NATO...o resto não é sofrimento a destruição em Allepo, os mortos e feridos são apenas efeitos colaterais!

domingo, 21 de agosto de 2016

Primavera de Praga (II)


A Primavera de Praga e a invasão da Checoslováquia por tropas do Pacto de Varsóvia em 21 de agosto de 1969 é um episódio muito presente, ainda hoje, na República Checa conforme pude constatar, há poucos dias, numa exposição temporária na cidade de Praga.

Da mesma forma que recordamos os 48 anos de ditadura fascista, os checos recordam com pesar a ditadura comunista que oprimiu o povo durante 41 anos (1948 a 1989).




sábado, 2 de julho de 2016

Venezuela e Podemos tal como San Marcos em 1971


A situação atual da Venezuela faz-me recordar o filme de 1971 de Woody Allen - Bananas (passado em S. Marcos, país virtual da América do Sul). O atual presidente Nicolás Maduro (seguindo as pisadas de Hugo Chávez) foi definindo e implementando políticas de lógica duvidosa a coberto de um preço de petróleo favorável. O respeito pelos valores democráticos é uma miragem:

"Tal como durante os dois primeiros anos no cargo, Maduro passa o tempo a instrumentalizar os meios de informação para garantir uma presença permanente junto dos venezuelanos, bombardeando-os com a sua mensagem. Fez mais de três centenas de intervenções televisivas, equivalentes a 350 horas de antena, clamando que a crise é o resultado da queda do preço de petróleo e da guerra económica movida ao país" in Courrier Internacional junho 2016.

A crise que se vive na Venezuela mostra a falência de um modelo político radical e populista (assente na "fé" cega em uma ideologia) e teve, seguramente, impacto na perda de mais de 1 milhão de votos do Podemos em Espanha.




domingo, 19 de junho de 2016

Sociedades perfeitas???


"Deve lutar-se por sociedades melhores não por sociedades perfeitas. A procura da perfeição deixou um rasto de cadáveres. A ideia de que vai haver um estádio sem violência ou sem exploração é uma ideia na qual não acredito. E, de resto, perigosa - o caminho entre essa espécie de boa vontade e os Pol Pot deste mundo é estreito."

Pedro Mexia in entrevista a Notícias Magazine de 19 de junho de 2016

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

STOP


Macroscópio – Os novos censores e os novos caceteiros, ou os limites da liberdade de expressão

"Poderia continuar a citar mais textos e mais exemplos, mas julgo que o ponto está demonstrado: a agressividade de um certo politicamente correcto está a tornar-se ou uma séria ameaça à liberdade, ou criando situações que parecem querer renegar a nossa cultura em nome de uma tolerância que acaba por ser, antes de tudo o mais, intolerante. Sendo que se tem espalhado pela Europa sob a mais diversas formas, e ainda agora estamos a assistir a um debate bem significativo em Itália, onde o director de uma escola decidiu proibir o habitual concerto de Natal para não ofender a pequena minoria de estudantes de origem muçulmana.
 
Em Portugal também já assistimos a situações em que, pela intimidação, se procuram calar vozes discordantes (Henrique Monteiro, no seu texto que já citámos, refere-se a quem vem à caixa de comentários dos seus textos sugerindo o seu despedimento, e todos sabem que Isabel Jonet, por exemplo, não pode abrir a boca sem que lhe caia meio mundo em cima…). Um dos melhores veículos para exercer essa intimidação é utilizando as redes sociais, como notou Isabel Stilwell no jornal I, em A nova censura das redes sociais. Aí conta como pensou escrever sobre três figuras públicas – Cavaco Silva, José Rodrigues dos Santos e Pe. Portocarrero de Almada – e acabou por não o fazer, a conselho dos filhos e de amigos, para não ser, mais uma vez, insultada nas redes sociais. E conclui: “Decididamente, este novo mundo virtual em que se difama e insulta, a coberto do anonimato e fora da lei, atenta contra a liberdade de expressão. E não fica assim tão longe do lápis azul.”

in Observador - Macroscópio - José Manuel Fernandes

domingo, 11 de outubro de 2015

Parece que se fala pouco do Prémio Nobel da Literatura 2015...


"A prémio Nobel da Literatura 2015, Svetlana Alexievitch, definiu neste sábado o regime da Bielorrússia como uma “ditadura suave” na véspera das eleições presidenciais no seu país, dirigido há 21 anos pelo Presidente Alexander Lukashenko.
A escritora bielorrussa exprimiu-se em Berlim na véspera e um escrutínio no qual a oposição foi afastada e que deverá reconduzir Lukashenko para um quinto mandato consecutivo, e alertou os europeus contra um levantamento das sanções dirigidas a Minsk.
Após o anúncio da atribuição do Nobel da Literatura, o Presidente bielorrusso felicitou a escritora, mesmo que alguns dos seus livros estejam proibidos no país e que as autoridades impeçam com frequência as aparições em público de Svetlana Alexievitch em Minsk, onde vive uma parte do ano."
in http://observador.pt/2015/10/10/nobel-da-literatura-previne-europeus-contra-ditadura-suave-na-bielorrussia/

domingo, 19 de abril de 2015

Jerónimo de Sousa prefere a Coreia do Norte?


O secretário-geral do PCP acusou hoje o primeiro-ministro de querer transformar Portugal numa "Singapura da Europa", com baixos salários e benefícios fiscais aos grandes grupos empresariais, durante um jantar-comício em Lisboa

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/jeronimo-acusa-passos-querer-uma-singapura-da-europa 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Grécia vai ser a Venezuela da Europa?


Na Grécia e em Espanha estamos a assistir ao renascimento de correntes marxistas, sem a designação do século XX, de "partido comunista". Os partidos comunistas europeus desapareceram quase por completo após a queda do muro de Berlim. Os partidos que subsistiram inicialmente (por exemplo, em Itália) afastaram-se claramente das políticas soviéticas (já o tinham feito anteriormente e acentuaram essa tendência, posteriormente).

Em Portugal, manteve-se o único partido comunista europeu que continuou (e continua) a defender a política da ex-URSS e as práticas ditatoriais de Estaline. O PCP foi pioneiro na transformação do seu nome e símbolo quando participa em eleições. "Criou" um partido dito ecologista "Os Verdes" (uma espécie de "melancias" - como referiu Sócrates num debate parlamentar) e a partir daí uma coligação com designação CDU. Não foi suficientemente convincente.

Na Europa, nomeadamente na Grécia e Espanha as correntes marxistas foram mais longe na utilização de princípios de marketing. É um espécie de marketing do séc. XXI. Elimina-se a designação "comunista" e criam-se partidos baseados em designações que se vendem por si próprias sustentadas numa liderança forte e com slogans apelativos.

Não se conhecem linhas programáticas...trata-se de navegar no "contra" e utilizar, sempre, a linguagem do pragmatismo para captar votos. Tal como o PCP são contra a UE, o euro e a Nato. Defendem o capitalismo de Estado,

Veremos o evoluir da situação na Grécia...mas parece-me que tudo estava já decidido no início...só é necessário justificar ao eleitorado grego a saída do euro...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

De como existem sempre argumentos para transformar um regime comunista numa ditadura do "povo"


A Venezuela ativou hoje o primeiro Comando Popular Militar contra a Guerra Económica, destinado a verificar como funciona a distribuição de alimentos nos estabelecimentos comerciais e combater as filas às portas dos supermercados.
Uma cerimónia para marcar a entrada em ação do comando popular foi oficiada pelo presidente do parlamento venezuelano, Diosdado Cabello, na localidade de Anzoátegui, 320 quilómetros a leste de Caracas.
"Estes grupos (comandos cívico-militares) serão distribuídos pelas zonas comerciais onde a população vai à procura de produtos, com o propósito de agilizar, minimizar e erradicar as filas, combater a revenda e a guerra económica", disse Diosdado Cabello.
Segundo o presidente do parlamento, os comandos serão constituídos por militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, milicianos, oficiais da Guarda Nacional Bolivariana (Polícia Militar) e do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (serviços secretos).
"Esse é o contexto em que estamos. Uma guerra económica que tem dois grupos, um que é o povo, na rua, organizado, junto do seu Governo e das Forças Armadas Bolivarianas, maioritário, e outro, um pequeno setor, muito poderoso, que tem muito dinheiro e que conjuntamente com opositores brincam à desestabilização com o propósito de depor o companheiro Nicolás Maduro (o Presidente da Venezuela)", disse.
A Venezuela enfrenta uma crescente escassez de bens como leite, óleo alimentar, café, açúcar, margarina, papel higiénico, lâminas de barba, champô, sabonetes, preservativos, entre outros.


Retirado de:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4388101 

domingo, 9 de novembro de 2014

Queda do muro de Berlim - 25 anos

Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.
 Na RDA existia uma polícia política (Stasi), uma organização que intercetava diariamente 90.000 cartas, tinha 20.000 telefones sob escuta, possuía um arquivo com uma extensão de 180 quilómetros onde se guardavam 39 milhões de fichas. Aquela seria a cabeça de um polvo com 91.000 funcionários a tempo inteiro e uma rede de 173.000 colaboradores informais (Inofizielle Mitarbeiter). Das operações dirigidas a partir dali tinham surgido 280.000 penas de prisão por atividades políticas.
 O muro de Berlim era o lado visível de uma enorme prisão suportada pela ideologia comunista e para salvaguardar interesses geo políticos da URSS.



sábado, 26 de abril de 2014

25 de abril de 2014

O que ganhamos com o 25 de abril de 1974 e devemos defender em 25 de abril de 2014 (e sempre) está sintetizado num comentário de Henrique Monteiro no jornal Expresso.

"No regime anterior não havia eleições, a forma pacífica de mudar de Governo. Agora há. Além da liberdade, o lado mais lindo do 25 de Abril é que os votos contam o mesmo: o meu, o do Zé da Esquina e o do coronel Vasco Lourenço. Porque é nas eleições que o povo é quem mais ordena!"

Henrique Monteiro in jornal Expresso de 25 de abril 2014

domingo, 17 de outubro de 2010

Ditadura com aparência democrática

Leio hoje num jornal que o orçamento do Estado prevê uma redução da indemnização compensatória à RTP de cerca de 33 milhões de euros para o ano de 2011. Assim, os cofres do Estado (que somos todos nós) irão transferir para a RTP ao abrigo da dita indemnização compensatória 88 milhões de euros. Em primeiro lugar, não sei o que é isto da indemnização compensatória. Mesmo 88 milhões de euros é uma autêntica exorbitância. Deveria ser zero. Mas, quando comecei a ler a notícia pensei para mim mesmo: "bom, do mal o menos - há uma redução, significa que a RTP terá de efectuar um esforço de racionalização dos seus custos".
Mas, continuando a ler a notícia fico estupefacto: "governo decidiu aumentar a taxa de audiovisual em 29,3 %, ou seja, mais 33 milhões de euros de receita por esta via". Fantástico, o dito ICAC (Instituto Criativo para Sacar Receitas para o Estado) encontrou mais uma via para reduzir os custos do Estado: mantém-se tudo na mesma no "regabofe" das contas das Entidades Públicas mas quem paga não é o Estado, cheio de dinheiro dos impostos, mas sim os contribuintes (cada vez mais pobres) já muito roubados por esse mesmo Estado. Ou seja, pago duas vezes pela existência de orgãos de comunicação social que servem, basicamente, para promover (à minha custa) as políticas iníquas do Estado. O (des)governo ganha duas vezes: mantém um organismo que pode manipular em proveito próprio e onde pode continuar a sustentar o clientelismo político!
Antes do 25 de Abril tinhamos uma ditadura e sabiamos que assim era. Alguém mandava e tinhamos de obedecer. Actualmente, estamos subjugados por uma ditadura democrática que se esconde ao abrigo de leis ditadas pelo núcleo duro do partido no poder!