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segunda-feira, 8 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Motins em Londres

O início do mês de Agosto está a ser marcado pelo acentuar da crise dos mercados bolsistas em todo o mundo e, em simultâneo, pelos acontecimentos em Londres. Muitas notícias e comentários associam as duas situações. Mas será assim? Quer dizer, os motins em Londres são uma espécie de resposta às medidas de austeridade que têm vindo a ser implementadas em vários países da Europa incluindo Reino Unido ou resultam, principalmente, de outra conjugação de aspectos sociais e culturais eventualmente presentes nos grandes centros urbanos europeus? Não é fácil responder...
Aparentemente, o rastilho terá sido uma intervenção não explicada (ainda?) da polícia em Tottenham de que resultou a morte de um cidadão daquela zona de Londres. Poder-se-ia compreender uma revolta forte da população local com manifestações e outro tipo de acções de protesto. No entanto, claramente a situação resvalou para vandalismo "puro e duro". Parece-me que é importante analisar e compreender as causas desta actuação de jovens entre os 16 e os 20 anos mas, em simultâneo, e no curto prazo, é expectável uma actuação firme da polícia inglesa. Não pode ser justificável ou defensável o vandalismo que prejudica em primeira análise a população local.
Retiro de um site (esquerda.net) uma alusão ao comentário do sociólogo Boaventura Sousa Santos:
"Segundo o sociólogo português, estes acontecimentos, ao contrário do que se passou nos anos 80, não resultam tanto de uma questão marcadamente racial, mas sim devido ao consenso social que «rebentou», resultado da situação de declínio económico na Europa e das sucessivas receitas de austeridade"
Os comentários de (alguns) sociólogos (de que Boaventura de Sousa Santos é o expoente máximo)  é evidentemente respeitável mas, neste caso, faz-me lembrar os comentários de um outro sociólogo inglês do início dos anos 70...


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Férias judiciais deixam "burlona" em liberdade

Esta semana, mais uma notícia que demonstra o estado exemplar da justiça em Portugal:
 "A mulher procurada por fugir sem pagar em bombas de gasolina foi apanhada pela polícia, mas saiu em liberdade por causa das férias judiciais.
A suspeita de mais de 300 casos de fuga apenas ficou com a medida de coacção de Termo de Identidade e Residência.
O esquema da ex-funcionária pública era simples, mas bastante rentável. A mulher chegava a um posto de combustível, abastecia a viatura e colocava-se em fuga. 
Os militares da GNR não a apanharam em flagrante delito, o que acabou por ser determinante na libertação da mulher."

Aparentemente, há um sistema de justiça durante, cerca de 10 meses do ano, e um outro sistema, substancialmente diferente, nos restantes 2 meses (férias judiciais).
Na TVI, ouvi com atenção, a explicação dada por um advogado (ou seria um magistrado?) quanto à inteira legalidade desta situação. Quando há situações absurdas há sempre explicações absurdas.


 Absurdo por absurdo, prefiro sempre os Monty Python. Vejam como funcionava a justiça no Reino Unido em 1970.