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sábado, 6 de abril de 2013

6 de Abril de 2011


"Uma emissão de dívida a dez anos marca o fim da resistência quando os juros pagos por Portugal ultrapassam a linha vermelha dos 7% e Teixeira dos Santos rompe com Sócrates e diz ao “Jornal de Negócios” que a ajuda internacional era inevitável. Algumas horas depois, Sócrates aparece nos ecrãs televisivos em mangas de camisa a perguntar ao seu assessor de imprensa: “Ó Luís, vê lá como é que fico.” Minutos depois, oficialmente, anuncia ao país o pedido de ajuda financeira às instâncias europeias e ao Fundo Monetário Internacional. Sai de S. Bento logo a seguir rumo a Belém para apresentar a demissão a Cavaco Silva.
Portugal estava à beira da bancarrota, sem governo e com um processo eleitoral pela frente que só iria terminar dois meses depois com a realização das legislativas antecipadas.
O governo demissionário negociou então com a troika - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - um Memorando de entendimento em troca de um empréstimo de 78 mil milhões de euros. O documento é assinado pelo executivo socialista, pelo PSD de Passos Coelho e pelo CDS de Paulo Portas.
Portugal era o terceiro país da zona euro a pedir ajuda externa, depois da Irlanda, o primeiro, e da Grécia, o segundo. Um Memorando que José Sócrates anunciou ao país como uma vitória portuguesa. E já lá vão dois de muitos anos de austeridade e recessão económica."
Retirado de www.ionline.pt

domingo, 8 de julho de 2012

Memória

Em 13 de Abril de 2011 dizia Teixeira dos Santos (ministro das Finanças do Governo de José Sócrates) em entrevista à agência Reuters citada pelo Correio da Manhã:

Portugal só tem dinheiro até Maio
"O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, reconheceu ontem que Portugal só tem dinheiro disponível até Maio. "As necessidades de financiamento para o mês de Abril, estão cobertas, e mesmo para o mês de Maio não temos problemas. O primeiro grande momento de exigência será o mês de Junho e por isso também este é um timing que nos parece ajustado" para a entrada em vigor do programa de apoio europeu, reconheceu o governante numa entrevista à agência Reuters."

Em 3 de Maio de 2011 José Sócrates (primeiro ministro demissionário) anunciou que o Governo tinha chegado a um "bom" acordo com Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional. Referia a revista Visão deste dia:

"O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo chegou a acordo com as instituições internacionais com vista à ajuda financeira ao país, sublinhando que se tratou de "um bom acordo", numa declaração em que teve ao lado o ministro das Finanças.
De acordo com José Sócrates, numa declaração feita hoje ao país, o Governo terá de assegurar um défice de 5,9 por cento este ano, 4,5 por cento em 2012 e três por cento em 2013, após o acordo com a delegação do Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional."


Ou seja, há pouco mais de 1 ano um governo do PS tendo como 1º ministro José Sócrates, com o apoio de PSD e CDS, assinou um compromisso com entidades internacionais para apoio financeiro, indispensável (segundo o ministro das Finanças de então) para assegurar as exigências financeiras do Estado a partir de Junho de 2011. Os 3 partidos referidos, nas eleições seguintes, obtêm mais de 80% nas eleições legislativas realizadas em 5 de Junho.