domingo, 23 de outubro de 2016

Hungria...outubro de 1956


O novo governo declarou a intenção de se retirar do Pacto de Varsóvia e prometeu eleições livres e tudo parecia ter voltado à normalidade quando, no dia 4 de novembro, os tanques russos entraram em Budapeste e foi desencadeada uma repressão brutal. Ferenc Vogyerák aponta para o lugar onde viu serem fuzilados civis: “Os soviéticos viram as pessoas na fila diante da padaria e sem motivo nenhum começaram a disparar. Morreram muitas pessoas, os corpos ficaram espalhados aqui.” A repressão soviética ao movimento de revolta conduziu à morte de 20 mil húngaros, e obrigou mais de 200 mil pessoas a fugir e pedir asilo noutros países.
http://pt.euronews.com/2016/10/23/hungria-1956-uma-revolucao-esmagada-pelos-tanques-sovieticos


sábado, 15 de outubro de 2016

Onde António Costa fala do OE 2017 e "Diz que é um orçamento, mas, verdadeiramente, não parece"



"É claro que todos os orçamentos são a expressão da política, e da ideologia, de quem governa, e por isso ninguém pode estar verdadeiramente surpreendido com as opções que estão em cima da mesa. Mas um orçamento deve ser mais do que receitas e despesas. O problema é que, mesmo salvaguardando o facto de a proposta ainda não ser conhecida em detalhe a esta hora, do que se sabe, já não há sequer coerência nos objetivos de política económica. 

A proposta de orçamento - a prestações nas pensões e na redução da sobretaxa de IRS - dá de um lado e tira do outro, atira de forma avulsa a impostos onde ainda haverá margem de crescimento da receita e pouco mais. É curto.

É melhor baixar as expetativas. Não será com este orçamento que vamos mudar de vida, não será com este orçamento que Portugal vai atrair investimento, que a economia vai crescer acima dos anémicos 1%. Se ao menos permitir que Portugal saia do procedimento de défices excessivos e se continuar a garantir o acesso da República aos mercados, dar-me-ei por satisfeito."


Retirado de: António Costa - ECO Login

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aleppo...mostra a hipocrisia da generalidade dos movimentos "pacifistas" europeus


A Rússia vetou uma resolução das Nações Unidas para que se parassem os ataques aéreos a Aleppo, isto poucos dias depois de ter violado o acordo de paz que durou...horas.

De acordo com últimas informações das Nações Unidas, o conflito na Síria causou mais de 300.000 mortos desde 2011 e provocou a pior tragédia humanitária, com vários milhões de deslocados, desde a Segunda Guerra Mundial.

Afirma e pergunta Nuno Rogeiro:

"Porque é que a força aérea russa se encarniça sobre Aleppo, onde não há Daesh, e não faz o mesmo em Deir Ez-Zor ou Raqqa, Al Tabqah ou Madan, Slaba ou Groh, onde há?

Será preciso explicar?"
 


Mais surpreendente é o facto de na Europa as vozes dos "intelectuais, ativistas, pacifistas" estarem completamente mudas. Não há manifestações em frente às embaixadas da Rússia nem, pelo menos, petições públicas a pedir (estes movimentos não pedem...exigem), a exigir o fim dos ataques aéreos. 

Em Portugal, o risível Conselho Nacional para a Paz e Cooperação, organismo criado pelo PCP e atualmente dirigido por Ilda Figueiredo, é uma amostra clara dos movimentos europeus anti NATO e saudosistas do regime soviético. Bombas mortíferas só as da NATO...na página do cccp (perdão cnpc) ficamos a saber que, proximamente, teremos a Semana cultural da Venezuela em Portugal. 
De Aleppo...nada. Ficamos a saber que, para estes movimentos "pacifistas", a solidariedade para com o sofrimento da guerra só existe se intervier a NATO...o resto não é sofrimento a destruição em Allepo, os mortos e feridos são apenas efeitos colaterais!

domingo, 9 de outubro de 2016

Razões fortes para não escolher Donald Trump para presidente dos EUA


As eleições nos EUA são relevantes para todo o mundo pois a escolha que vai ser efetuada pelos americanos terá impacto nos equilíbrios geo estratégicos políticos, económicos e militares dos próximos anos. 

É convicção, aparentemente, generalizada no Ocidente que a vitória de Hillary Clinton deverá significar uma continuidade no tipo de discurso e atuação políticas dos EUA. Ou seja, à partida, uma postura ditada, evidentemente pelos interesses americanos, mas de certa forma previsível e tendo em consideração os interesses dos países aliados europeus da NATO.

Já uma vitória de Donald Trump terá um impacto imprevisível sobre os atuais equilíbrios referidos. O regresso a uma política proteccionista (desastroso para uma pequena economia como a portuguesa) poderia ser o menor dos problemas.

Os argumentos mais consistentes para não votar em Donald Trump vêm do lado de militantes do partido Republicano:

Senador John Mccain anterior - ex candidato republicano 
In addition to my well known differences with Donald Trump on public policy issues, I have raised questions about his character after his comments on Prisoners of War, the Khan Gold Star family, Judge Curiel and earlier inappropriate comments about women. Just this week, he made outrageous statements about the innocent men in the Central Park Five case.
Cindy and I will not vote for Donald Trump. I have never voted for a Democratic presidential candidate and we will not vote for Hillary Clinton. We will write in the name of some good conservative Republican who is qualified to be President.”

Ex Governador da California Arnold Schwarzenegger
But as proud as I am to label myself a Republican, there is one label that I hold above all else - American. So I want to take a moment to remind my fellow Republicans that it is not only acceptableto choose your country over your party - it´s your duty


sábado, 8 de outubro de 2016

Mais um momento em que António Costa confunde governação com comunicação e marketing político...



"O Estado deu um passo importante ao aliviar a pressão das dívidas fiscais de muitas empresas relativamente à Segurança Social e à Administração Fiscal. Não se trata de nenhum perdão fiscal, porque quem deve vai ter que pagar aquilo que deve", disse António Costa, durante a iniciativa COMPETE 2020 - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, que decorreu no Montijo.

in http://expresso.sapo.pt/politica/2016-10-07-Costa-Nao-vai-haver-nenhum-perdao-fiscal

domingo, 2 de outubro de 2016

Inoportuna e com argumento falso

Notícia do Diário Económico de 17.08.2016:
Em reposta ao Económico, por e-mail, fonte oficial do Ministério das Finanças sublinha que o projecto de diploma do Governo “resulta no essencial de compromissos internacionais com carácter vinculativo assumidos pelo Estado português”.
A mesma fonte refere que em causa está a directiva DAC2, que prevê um mecanismo automático de acesso e troca de informações financeiras em relação a contas detidas em Portugal por não residentes e a contas detidas por residentes no estrangeiro, incluindo cidadãos portugueses
“Portugal encontra-se numa situação de incumprimento perante a União Europeia por ainda não ter sido transposta” esta directiva, salienta o Ministério das Finanças ao Económico.
De acordo com texto do veto do Presidente da República:
4. Relativamente a esta segunda parte do Diploma suscitaram-se objeções de vária natureza, colocadas por variados quadrantes políticos e institucionais:
1.º Que esse alargamento a portugueses ou outros residentes, incluindo sem qualquer atividade fiscal ou bancária fora de Portugal, não era imposto por nenhum compromisso externo.

Ou seja, falso e, diz o PR, inoportuno:

. Sem embargo da relevância que possa ser atribuída às diversas objeções enumeradas, a decisão tomada quanto a este decreto baseia-se, antes do mais, na sua patente inoportunidade política.
Vivemos num tempo em que dois problemas cruciais, entre si ligados, dominam a situação financeira e económica nacional.
O primeiro é o de que se encontra ainda em curso uma muito sensível consolidação do nosso sistema bancário. O segundo, com ele intimamente associado, é o da confiança dos portugueses, depositantes, aforradores e investidores, essencial para o difícil arranque do investimento, sem o qual não haverá nem crescimento e emprego, nem sustentação para a estabilização financeira duradoura.

domingo, 25 de setembro de 2016

U2 - 40 anos - Another time, another place



Ana Gomes, em relação a José Sócrates estamos absolutamente de acordo


"A eurodeputada do PS considerou que José Sócrates “construiu e deixou construir uma fábula” sobre a sua fortuna familiar, “que não existia”, para esconder que era financiado por um amigo, o que declarou ser particularmente grave, sobretudo tratando-se de um ex-secretário-geral do PS e antigo primeiro-ministro.
“Independentemente do caso que está na justiça, e eu sou crítica pela demora na formulação de uma acusação que até provocou a prisão preventiva, aquilo que José Sócrates já admitiu publicamente em relação às acusações que estão em investigação é extremamente grave sobre a falta de idoneidade do personagem”
Retirado de http://observador.pt/2016/09/21/eurodeputada-ana-gomes-critica-presenca-de-socrates-em-evento-institucional-do-ps/
Ou seja, o que está em causa não são as questões legais que, esperamos, venham a ser julgadas em tribunal. O que está em causa, é o comportamento de um ex-primeiro ministro ao longo de vários anos, factos confirmados que, por si não constituem crime, mas que demonstram um carácter e uma conduta que o bom senso determina (na minha perspetiva) que devemos manter afastados do exercício do poder. 
Os militantes do PS podem fazer os convites que entenderem mas o que mais choca em todo este processo é que Ana Gomes ficou a falar sozinha.

domingo, 18 de setembro de 2016

Onde a UTAO recorda que a instabilidade fiscal é destrutiva para o investimento e para o crescimento económico


"Há duas coisas que são essenciais ao crescimento: a confiança na capacidade de financiamento da economia e a estabilidade da política fiscal. Quem investe tem de saber que vai funcionar numa economia que continua a financiar-se – que pode financiar o investimento e a procura desses bens e tem de pensar que enfrenta uma política fiscal que é estável e previsível"
Teodora Cardoso em http://expresso.sapo.pt/economia/2016-09-15-Teodora-Cardoso-mudar-impostos-a-cada-6-meses-tira-confianca-aos-investidores


Na essência iremos (cidadãos contribuintes) continuar sujeitos à criatividade militante para retirar dinheiro à economia (ao nosso bolso) e aumentar os custos correntes do Estado...neste sentido, é parecido com o governo anterior e o anterior e o anterior. Mas, no caso do atual Governo, a comunicação é mais manipuladora!

domingo, 4 de setembro de 2016

Comentário de Mário Centeno ao facto da dívida pública ser de 131,6% do PIB...



"O outro grande objetivo do programa de ajustamento e da política económica adotada pelo Governo nos últimos anos foi o da correção dos desequilíbrios das contas públicas.
A evolução verificada nos principais indicadores deste domínio revela, por um lado, o fracasso da estratégia adotada e, por outro, que persistem os importantes desequilíbrios estruturais das contas públicas, a correção dos quais justifica a adoção de uma estratégia diferente.
O principal indicador do fracasso é o sentido desfavorável da evolução do peso da dívida pública no PIB pois mostra a vulnerabilidade crescente do país face aos seus credores.
Prevendo--‐se no Programa de Ajustamento e nos sucessivos documentos de estratégia orçamental um momento a partir do qual se iniciaria uma redução deste indicador, o que é um facto é que hoje o peso da divida pública no PIB está no seu nível mais elevado desde que há registos, com valores superiores a 130% no final de 2014"....desculpem, do 1º semestre de 2016

Texto retirado de "Uma década para Portugal - Relatório" pág 16

domingo, 21 de agosto de 2016

Política de Educação?


A política de Educação implementada pelo atual Ministério da Educação entra em rotura com a política de Educação implementada desde 2001, nomeadamente, no que se refere à realização de exames no final do ciclo e à publicação de resultados pelas escolas.
Este procedimento atravessou vários ministérios e ministros de governos PS e PSD, desde Júlio Pedrosa passando por David Justino até Nuno Crato. Com a eliminação de exames de fim de ciclo (nos 4º, 6º e 9º anos) o atual ministério toma uma decisão que, para além de contrariar disposições anteriores de vários Ministérios da Educação, terá impacto na avaliação atual e futura das escolas. E sem dados objetivos de avaliação e de perfil evolutivo de desempenho das escolas como é possível tomar decisões? Como é possível perceber que escolas com resultados diferentes, com processos evolutivo diferentes podem necessitar de ações e/ou investimentos diferentes? 


"As provas de aferição não são novidade no sistema. Já existiram e não provaram. O ministro fez mal ao recuperá-las. E fez pior ao colocá-las em anos que não são de final de ciclo, decisão difícil de compreender. Com a sua atitude insensata, interrompeu uma série estatística que vinha de 2001 e que permitia, apesar da indesejável precocidade dos exame do 4º ano, comparar resultados e tirar algumas ilações úteis para decisões pedagógicas informadas. Disse o ministro que, assim, os professores poderiam identificar os problemas dos alunos e intervir a tempo. Como se não fosse isso que a avaliação interna permitisse, assim as escolas tivessem recursos e autonomia para actuar. Mas sem coisa alguma em final de ciclo, como vai o ministro verificar, com a lógica que defende, se as intervenções a que se refere resultaram?"

Santana Castilho in Publico https://www.publico.pt/sociedade/noticia/um-ministro-errante-1736612

Primavera de Praga (II)


A Primavera de Praga e a invasão da Checoslováquia por tropas do Pacto de Varsóvia em 21 de agosto de 1969 é um episódio muito presente, ainda hoje, na República Checa conforme pude constatar, há poucos dias, numa exposição temporária na cidade de Praga.

Da mesma forma que recordamos os 48 anos de ditadura fascista, os checos recordam com pesar a ditadura comunista que oprimiu o povo durante 41 anos (1948 a 1989).




terça-feira, 16 de agosto de 2016

Primavera de Praga 1968 (1)



Outono?


"O Partido Socialista de António Costa está a contrariar relevantes tradições da esquerda democrática, nomeadamente a "equação" liberdade versus igualdade. Há várias décadas que o PS entendeu que a liberdade era o programa prioritário, a causa primeira e a inspiração principal. O que distinguiu o PS dos outros grupos de esquerda e de extrema-esquerda, designadamente o Partido Comunista, era, entre outras, essa questão. Para os esquerdistas mais robustos, a prioridade é a igualdade e a liberdade deve--se-lhe subordinar. Para os socialistas, a liberdade, como valor e objectivo, ou como instrumento, impõe-se. Esta diferença foi actualmente posta em causa. Para obterem o apoio parlamentar de que necessitam, assim como a complacência nas ruas ou a cumplicidade nas instituições e nas empresas, o PS e o governo dão todos os dias sinais de que a igualdade é o seu combate primordial. Nenhuma revolução vale a liberdade."

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/antonio-barreto/interior/o-outono-socialista-5337811.html

Words are words...



quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Onde o Galamba do PS (o António) fornece novas ideias para aumentar a receita fiscal do Estado...


"Não deixa de ser caricato que, depois de anos, a sublinhar a importância de se aproveitar a boa exposição solar nas edificações e de estarem em curso apoios financeiros comunitários para a eficiência energética, o Estado resolva penalizar a exposição solar e as vistas, na prosseguida ânsia de continuar a arrebanhar receita. Considerando que no final do primeiro semestre de 2016, a dívida pública situou-se em 240 mil milhões de euros, aumentando 2,4 mil milhões de euros relativamente a maio, e que as alegadas folgas orçamentais são cada vez mais residuais, não será difícil imaginar a sofreguidão da procura de novas fontes de receita similares, tão ridículas ou eivadas de “justiça fiscal” como estas: tributação do volume de ar consumido, com desagravamento em caso de exercício físico; pesagem antes e depois de ida à praia para tributação sobre a quantidade de areia transportada do areal; tributação das aleivosias insultuosas que povoam os comentários online dos órgãos de comunicação e as redes sociais ou a taxação das publicações nas redes sociais em que sejam mencionados ou retratados edificados ou territórios propriedade do Estado português."

Retirado de Artigo de opinião de António Galamba (Jornal i)
http://ionline.sapo.pt/artigo/518577/o-sol-brilha-ao-imi-pela-calada?seccao=Opiniao_i

It´s always the sun



domingo, 17 de julho de 2016

Explicação Clara quanto ao facto da atual política não considerar os mais desprotegidos...


"Muita gente do sector privado, com o qual o PS parece pouco preocupado, não tem segurança no emprego nem hipóteses de emprego em caso de despedimento na meia idade. Somem-se as centenas de pequenas e médias empresas falidas e a escassa concessão de crédito por bancos falidos. Em Portugal quem vai à falência fica na falência, ninguém lhe dará uma segunda oportunidade. Esta gente teve e terá de contribuir, indirectamente, para o resgate de bandidos que durante anos especularam e abusaram do tal malparado para enriquecer as suas fortunas e colecções de arte.

Não vejo o governo socialista falar sobre os que não são funcionários públicos, os que não se podem reformar da banca antes do tempo legal, os que não acumulam reformas e salários, os que não têm protecção nem salário certo, os que não têm sindicatos comunistas a respaldá-los. Os que tomam antidepressivos. Os que andam a conduzir tuk tuks e carros Uber para sobreviver. Os diplomados que se tornaram agentes imobiliários ou agricultores. Os que foram brutalizados em Angola. Os que regressaram. Os que pagam salários sem terem lucro. Os que estão em call centers. Os que estão ao balcão a ganhar menos de um salário mínimo. Os que desistem. Os que não podem emigrar. Os que vendem as pratas, as roupas e as antiguidades nos passeios da cidade. Os que fazem bolos e compotas para fora. Os que têm dívidas ao Fisco e à Segurança Social que não podem pagar. Os que comem (às escondidas) do Banco Alimentar. Os que perderam o que tinham.

Nunca ouço os socialistas falar desta gente, a que não vai à Festa do "Avante" nem acha graça à reposição das 35 horas. Dessas promessas ao PCP e ao Bloco que o PS quis cumprir, sobrará para estes deserdados a nova austeridade. Ou mais impostos. Porque no Estado ninguém mexe."

in Expresso de 16 de julho de 2016 - Clara Ferreira Alves "O Sector Público"